Videos

Publicado em 28 de jan de 2016. O novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27) aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Autoridades debatem avanços no tratamento do câncer


Nesta quinta-feira, 22 de setembro, o Senado Federal sediou o Fórum “Avanços no Tratamento do Câncer: tecnologia, interdisciplinaridade e suporte ao paciente”. Realizado pelo Programa Ação Responsável, o evento reuniu representantes de diferentes setores de atuação ligados ao tema para debater o assunto em âmbito nacional. Estiveram presentes, compondo mesa de abertura, a deputada federal e membro da Comissão de Seguridade Social e Família, Érika Kokay; a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não transmissíveis e Promoção da Saúde da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Maria de Fátima Marinho; e o superintendente do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Hervaldo Sampaio Carvalho.

 
Do Ministério da Saúde, Maria de Fátima Marinho apresentou dados atuais sobre o câncer no mundo e no Brasil. “O câncer é o responsável por mais de 12% de todas as causas de óbito do mundo. Um problema de saúde pública mundial com estimativas de que, até 2030, haja 27 milhões de novos casos da doença”, lembrou a participante. De acordo com ela, no Brasil, a distribuição dos diferentes tipos de câncer sugere uma transição epidemiológica em andamento. Segundo dados apresentados, em 2015, ocorreram mais de 200 mil óbitos por câncer no Brasil, dos quais, mais de 13 mil apenas na região Centro-Oeste.

“Estamos na época da nanotecnologia e dos avanços tecnológicos. Contudo, ainda vivemos na era do tratamento oncológico mutilante”, destacou Hervaldo Sampaio Carvalho ao falar do problema do diagnóstico tardio. Na oportunidade, defendeu o atendimento centrado no paciente, com atenção aos aspectos sociais e econômicos. “O paciente precisa ser muito bem instruído sobre o que precisa fazer, pois a decisão está na sua mão”, citou, como sendo esta a didática adotada na atuação do Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) - um centro de referência para o tratamento do câncer em Brasília, localizado no HUB. Na oportunidade, chamou atenção para a criação de campanhas educativas, em escolas e junto aos jovens, com promoção de hábitos saudáveis e de boa alimentação para a prevenção de diversos cânceres evitáveis.

A deputada Érika Kokay também falou do aspecto epidemiológico do câncer no território brasileiro. “Lidamos com pessoas, e por isso temos que ter um sistema multidisciplinar, por isso a importância dos dados epidemiológicos do câncer para fazermos a arqueologia da incidência da doença e, assim, considerar todas as variáveis para que tenhamos uma boa intervenção”, pontuou. Para ela, é preciso saber quais são os limites dos produtos que têm relação com a incidência do câncer. “O que os nossos meninos e meninas estão comendo na merenda escolar?”, questionou.

Mesa técnica

As apresentações de palestras e o debate no tema se deu por meio de uma mesa técnica, que reuniu representatividade da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS/MS), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), da Agência Nacional de Saúde Suplementar, do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (I'DOR, Brasil), da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e do Instituto Oncoguia.

Segundo o coordenador geral de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas do Departamento de Atenção Especializada e Temática da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS/MS), Sandro José Martins, estima-se que até o final de 2016, haverá 596 mil novos casos de câncer no Brasil. De acordo com ele, o atendimento às pessoas com câncer no país alcança todos os estados da federação, mais ainda com acesso limitado a equipamentos e tratamentos, especialmente os de alta complexidade. “Essa ação requer uma força conjunta e intersetorial”. Pontuou, também, as ações da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (Portaria GM/MS 874/2013), que tem como objetivo, reduzir a incidência e mortalidade por câncer e as incapacidades pela doença, bem como contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos usuários com câncer, por meio de ações de promoção, prevenção, detecção precoce, tratamento oportuno e cuidados paliativos.

 Da ANVISA, o secretário executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), Leandro Pinheiro Safatle, destacou as características e a importância da regulação do mercado farmacêutico, além da representatividade dos medicamentos oncológicos no Brasil. Segundo dados apresentados por ele, os medicamentos oncológicos comercializados no Brasil podem ser classificados de acordo com subclasses terapêuticas de nível 4, sendo que os anticorpos monoclonais antineoplásicos e os inibidores de proteína quinase, juntos, somaram, em 2014, 49% do faturamento nesse mercado.

 Raquel Lisbôa, gerente geral de Regulação Assistencial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), apresentou no evento a contextualização da ANS como órgão vinculado ao Ministério da Saúde e seu papel na regulação assistencial. Segundo ela, dentre as ações da instituição, está a criação de grupos de trabalho com representantes de várias especialidades médicas, inclusive a de oncologia. Neste contexto, citou revisões importantes no rol de procedimentos disponíveis para o tratamento do câncer - a radioterapia com modulação da intensidade do feixe, para tumores da região da cabeça e pescoço e a cobertura para terapia antineoplásica oral com 37 medicamentos, em 2014, e a ampliação do uso da Abiraterona para câncer de próstata préquimioterapia, e do uso da Abiraterona para câncer de próstata préquimioterapia, em 2016, entre outros.

Para o coordenador de Oncologia do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (I'DOR, Brasil), Carlos Gil Ferreira, falta estratégia no Brasil para gerar maiores resultados nos tratamentos de câncer. “A medicina de precisão é a base futura da oncologia, entre outras doenças, com significativa economia de recursos”, argumentou. Criticou, na ocasião, o acesso a drogas necessárias ao tratamento, cada vez mais limitado no país, o que aumenta a judicialização da saúde. Como proposta de evolução, sugeriu a construção de um modelo que integre a pesquisa clínica e a inovação à produção e às políticas de saúde para a oncologia. E defendeu a criação de um laboratório de gestão de informação. “Isso poderia ajudar. Não conseguiremos avançar se não colocarmos todos os atores juntos”, finalizou.

Luciana Holtz de Camargo Barros, presidente do Instituto Oncoguia, apresentou as ações da entidade como suporte direto ao paciente com câncer. O desafio, segundo ela, é mudar a forma como as pessoas pensam a doença, especialmente no momento do diagnóstico. “Da prevenção ao vivendo com câncer”, acrescentou. Falou das inúmeras barreiras que o paciente enfrenta em diferentes casos, como câncer próstata, colo do útero e colorretal: “60% dos novos casos de câncer são descobertos em níveis avançados. Em média, são seis meses de espera para começar um tratamento no SUS”. De acordo com Luciana, na maioria das vezes, no momento do diagnóstico, o paciente está desinformado, assustado e frente a tratamentos defasados. “O paciente deve estar no centro. Diante de um diagnóstico, ele espera cura, qualidade de vida ou sobrevida, estabilização e controle da doença”, concluiu.

O presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Gustavo Fernandes, defendeu que a oncologia requer equipes de saúde especializadas, multiprofissionais, interdisciplinares e transdisciplinares, e que a forma de atendimento oferecida hoje aos pacientes com câncer está muito aquém do ideal. “Pacientes com doenças graves, progressivas, sem proposta curativa, que ameacem a continuidade da vida, devem receber a abordagem dos Cuidados Paliativos desde seu diagnóstico”, exemplificou. Lembrou, ainda, que um paciente com câncer é parte de uma família, de um trabalho, de toda uma vida que será impactada. “Há pacientes que, mais do que un medicamento, precisam do dinheiro da passagem. O cuidado multidisciplinar, com outros enfoques além da doença, é fundamental”, completou.

O Fórum contou com moderação do médico Jorge Sayde, da Coordenação Geral da Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde. “Sou do tempo que falar a palavra câncer significava uma sentença de morte. Os tempos mudaram para melhor. Mas ainda temos situações que dificultam a movimentação das tecnologias para os tratamentos”, disse. Segundo ele, mais de 80% do câncer são de causas externas, ou seja, relacionadas a costumes, hábitos, alimentação, tabagismo, exposição solar, entre outros fatores. “Precisamos de uma maior mobilização na promoção da prevenção do câncer. Por outro lado, a atenção básica também precisa ser melhorada”, concluiu.

O Programa Ação Responsável disponibilizou, em seu SITE, mais fotos do evento, bem como os slides das palestras apresentadas pelos conferencistas. É possível também acompanhar a página do Programa no Facebook para informações sobre as atividades programadas para o segundo semestre de 2016.

Avanços no tratamento do câncer: tecnologia, interdisciplinaridade e suporte ao paciente
Evento realizado: 22 de setembro de 2016, quinta-feira, das 9h às 14h
Local: auditório Senador Antônio Carlos Magalhães (Interlegis, Senado Federal).
Realização: Instituto Brasileiro de Ação Responsável.
Parceiras: Congresso Nacional; Ministério da Saúde; Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD); Agência Íntegra Brasil e Interlegis
Patrocínio: Lilly, MSD, Bayer e AstraZeneca
Mais informações: (61): 3368-6044 e 3468-5696

Assessoria de Imprensa: 61 3573-4992 / 99114-4584 / 99170-0606
Denise Margis e Marina Figueiredo

Comunicação | Ação Responsável
Fones: (61) 3573-4992, 9114-4584 e 9170-0606
Denise Margis e Marina Figueiredo

imprensa@acaoresponsavel.org.br e imprensa.acaoresponsavel@gmail.com

Tecnologia de empresa graduada na Intec é destaque em relatório da ONU

A Hi Technologies, empresa graduada na Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec), foi a única representante do Brasil inserida no relatório Starship Earth 2, um estudo que visa mostrar os caminhos para que cada um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), seja alcançado.

Adotados em setembro do ano passado, os ODS estabelecem um prazo de até 2030 para que a humanidade vença seus principais desafios, como pobreza, fome e falta de água. No caso da saúde, a meta é assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades. Para cumprir este objetivo, uma das soluções é investir em telemedicina, com sistemas simples e baratos que permitam obter facilmente informações e diagnósticos dos pacientes, à distância, e colocá-los ao alcance das equipes médicas.

Essa tecnologia já existe e é desenvolvida por uma empresa brasileira: a Hi Technologies, única representante do Brasil inserida no relatório Starship Earth 2. A Hi Technologies aparece no estudo entre gigantes globais, como Tata, Danone, Symantec, NYK, Siemens, Marks & Spencer, Iberdrola e Unilever.

De acordo com o Starship Earth 2, estas empresas estão impulsionando mudanças sustentáveis por meio de inovações, parcerias e ajustes nos modelos de negócios. O CEO da HiT, Marcus Figueredo, participou do lançamento do estudo nesta semana, na sede da ONU, em Nova York, em parceria com o Global Compact, iniciativa da Organização das Nações Unidas para encorajar empresas a adotar políticas de responsabilidade social corporativa e sustentabilidade.

“Uma parte do futuro já está sendo inserida em nosso presente. A Internet das Coisas, por exemplo, é técnica e economicamente viável, e, como nosso produto Milli Coraçãozinho provou, efetivamente salva vidas”, afirmou Marcus.

Desenvolvido ao longo de dez anos, o Milli Coraçãozinho já examinou mais de 170 mil recém-nascidos em hospitais no Brasil. Trata-se de um dispositivo portátil, que fornece uma maneira simples, indolor e não invasiva de monitorar os níveis de oxigênio no sangue do bebê e compartilhá-los pela internet com médicos, especialistas ou outros profissionais da saúde. Esse monitoramento é importante porque níveis de oxigênio abaixo de 95% indicam um possível defeito no coração da criança, que dificilmente é detectado no parto ou nos primeiros exames, mas que afeta uma em cada 100 crianças.

Além de conectar paciente e equipe médica, também permite a obtenção de uma segunda opinião e uma assistência personalizada de pacientes crônicos, idosos e gestantes de alto risco. “A telemedicina terá um papel-chave na transição para um modelo em rede que favorece a prevenção e a personalização do atendimento”, destaca Marcus. “Os atuais sistemas de saúde, públicos ou privados, não são sustentáveis. Existem tendências inexoráveis, como o número insuficiente de médicos, o envelhecimento da população, a espiral de custos, o aumento de doenças não transmissíveis (DNT) e o declínio da eficácia dos antibióticos que, fatalmente, levarão ao colapso este modelo em alguns anos. Somente o custo das doenças crônicas tem potencial de destruir os sistemas de cuidados com a saúde", alerta. 

Hi Technologies
Fundada em 2004 pelos estudantes de engenharia da computação Marcus Figueredo e Sérgio Rogal, a Hi Technologies desenvolve produtos que conectam os profissionais de saúde com os pacientes. Seu primeiro produto foi um software para monitorar remotamente os sinais vitais de pacientes hospitalizados. Hoje, sua linha de produtos inclui sensores de oxímetro, detector de apneia do sono, tele-ECG e monitor de parto, além do já mencionado Milli Coraçãozinho. Estas soluções já são encontradas em hospitais em 22 estados brasileiros e agora é usada em 15 países. Em janeiro deste ano, 50% da empresa foi adquirido pela Positivo.

A Hi Technologies está agora concentrando seus esforços em tecnologias para detectar HIV, dengue, sífilis e Zika, além de monitorar o colesterol, diabetes e inúmeras outras condições de saúde.

Intec
Empreendedores que queiram participar do programa de incubação do Tecpar podem fazer, ao longo do ano, a inscrição para concorrer a uma vaga em uma das duas unidades da Intec, em Curitiba e em Jacarezinho. São ofertadas vagas para a modalidade residente (quando a empresa fica nas dependências da Intec) e para a incubação não residente, quando o empresário não se instala na incubadora, mas conta com o apoio dos especialistas do instituto.


Podem participar do processo de incubação pessoas físicas, como universitários, pesquisadores e empreendedores que tenha um negócio inovador, ou ainda pessoas jurídicas. Ao longo de 27 anos, a Intec já deu suporte tecnológico a mais de 90 companhias. No momento, cinco empresas passam pelo programa de incubação: Beetech/Beenoculus, LOT América, Werker, i9algo e Invento Engenharia.

Conheça a Intec pelo site intec.tecpar.br/comoincubar.



Tecpar firma acordos na área da saúde com empresas europeias

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) firmou importantes acordos com empresas estrangeiras da área da saúde durante a viagem de negócios do diretor-presidente, Júlio C. Felix, à Europa. Os acordos incluem projetos para o desenvolvimento de produtos para o tratamento de câncer e hemoderivados.

Em Portugal, o Tecpar firmou memorando de entendimentos com a indústria farmacêutica portuguesa Bluepharma, para que as empresas estudem a viabilidade de proporcionar ao mercado brasileiro medicamentos sintéticos para o combate do câncer.

O diretor-presidente explica que o tratamento oncológico utiliza tanto medicamentos biológicos quanto sintéticos. Como o Tecpar já tem garantido pelo Ministério da Saúde o desenvolvimento de medicamentos biológicos usados para o tratamento de diversos tipos de câncer, a linha em Ponta Grossa vem a complementar a produção de medicamentos oncológicos do Tecpar, pontua Felix.

Proteína humana
Uma equipe técnica do Tecpar foi a Estocolmo, na Suécia, onde foi realizada uma visita a sua parceira para transferência de uma plataforma tecnológica na área de proteína humana, segmento no qual a companhia europeia tem experiência de mais de 30 anos.
A visita tem o nome técnico de technical due diligence, procedimento que consiste em um processo de avaliação para que a equipe possa confirmar in loco os dados disponibilizados pela companhia. Colaboradores do instituto já passaram pelo treinamento para o início da transferência de tecnologia.

Dengue
O diretor-presidente esteve ainda na França, onde, em Lyon, se reuniu com representantes da Sanofi Pasteur, com a qual o Governo do Paraná tem um acordo para o fornecimento da vacina contra a dengue. O Tecpar é o parceiro na disponibilização da vacina para a Secretaria de Estado da Saúde e na França discutiu a colaboração na área.

Felix ressalta que os projetos são importantes para a saúde pública brasileira e são parte das ações do Tecpar como centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), em especial na área da saúde. “A parceria com essas indústrias envolve outras tecnologias de interesse do país, do instituto e do laboratório, que vão atender a saúde pública com medicamentos de alta tecnologia e valor agregado”, ressalta o diretor-presidente.

Tecpar
O Tecpar é uma empresa pública do Governo do Estado e tem 76 anos de atividade. Os negócios do instituto são divididos em quatro grandes unidades: Soluções Tecnológicas, para dar apoio às empresas que buscam inovar; Empreendedorismo Tecnológico Inovador, com suas incubadoras tecnológicas e com os parques tecnológicos, como o Parque Tecnológico da Saúde; Educação, com qualificação para o mercado privado e ainda com desenvolvimento de capacitações para servidores municipais de prefeituras paranaenses; e Indústria Farmacêutica e Biotecnológica, com desenvolvimento e produção de kits diagnósticos veterinários, vacina antirrábica e produção de medicamentos de alto valor agregado para a saúde pública brasileira.

 Além disso, o instituto atende demandas do Governo do Estado, sendo executor de projetos na área de energias renováveis e empreendedorismo tecnológico.

Saiba mais sobre o instituto em www.tecpar.br.






Vital Brazil investe em pesquisas para melhoria dos soros

Na semana passada, o Instituto Vital Brazil recebeu os pesquisadores Jochen Bick (formado pela Universidade de Jena, Alemanha, doutorando da Universidade Técnica de Zurique - ETH-Zurique), e Paula de Carvalho Papa (professora associada da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo - FMVZ-USP), para ministrarem um curso para pesquisadores do Instituto. O objetivo foi aproximar o Instituto das instituições convidadas, para que, juntos, desenvolvam pesquisas que melhorem a eficácia dos soros antipeçonhentos que o Instituto fluminense produz.

“A descoberta da especificidade do soro, realizada pelo cientista Vital Brazil, ou seja, que para cada espécie de animal era preciso um soro específico, representou um grande avanço no tratamento dos acidentados e, até hoje, salva milhares de vidas. Atualmente os cientistas entendem que este tratamento pode ser melhorado, evitando não apenas a morte, mas também possíveis sequelas. O Instituto Vital Brazil está trabalhando para isso: que o soro seja um tratamento perfeito”, informa o presidente do Instituto, Edimilson Migowski.

Para isso, cerca de 20 colaboradores do Instituto participaram do curso "Transcriptômica: análises e validações”. A transcriptômica é uma técnica de sequenciamento e análise genéticos de um organismo. No caso do Instituto Vital Brazil, os pesquisadores utilizam a técnica em células das glândulas produtoras de veneno em diversas serpentes.

 “A ideia principal é elaborar um mapa do veneno de cada população de serpentes. Isso porque uma mesma espécie de serpente pode ter o veneno diferenciado de acordo com o local em que viva, por exemplo.”, explica Rafael Cisne, diretor científico do Instituto. Ainda de acordo com Cisne, a aproximação com as duas Universidades, principalmente com a de Zurique, ajudará o Vital Brazil a desvendar tal mapa mais rapidamente. “O Instituto está discutindo uma parceria de bilaterização com a Universidade de Zurique. Essa bilaterização visa o aperfeiçoamento técnico da equipe de pesquisadores do Vital Brazil. Ainda assim, é uma pesquisa de longo prazo”, pondera.

O Instituto Vital Brazil, ligado à Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, é um dos 21 laboratórios oficiais brasileiros e um dos quatro fornecedores de soros hiperimunes para o Ministério da Saúde, que os distribui por todo o Brasil. No Instituto, são produzidos antídotos contra tétano, raiva e antipeçonhentos, usados no tratamento de acidentes com cobras, aranhas e escorpiões. Os soros produzidos nos laboratórios oficiais não podem ser encontrados em farmácias e não são vendidos a particulares. São aplicados nos Polos de Atendimento, rede de hospitais estrategicamente localizados, para atendimento gratuito aos acidentados.



Funed leva exposição de ciência para feira da UFMG

O novo caminhão do Projeto Ciência em Movimento (PCM), da Fundação Ezequiel Dias (Funed), equipado com recursos tecnológicos que oferecem aos visitantes experiências interativas com o mundo da ciência, estará aberto para exposição na 17º UFMG Jovem, no campus da universidade. O caminhão estará estacionado no gramado em frente ao prédio da Reitoria, no dia 16/9, entre 9h e 17h e no dia 17/9, entre 9h e 16h.

O objetivo do Programa Ciência em Movimento, criado em 2012 pela Funed, é levar conhecimento científico e tecnológico para as cidades mineiras, estabelecendo uma relação de diálogo entre os pesquisadores e a comunidade, valorizando a linguagem popular em temáticas como ciência, saúde e cultura.

Em 2015, mais de 36 mil pessoas visitaram as 20 exposições itinerantes do caminhão, realizadas em 15 cidades do estado. Neste ano, com a chegada de mais um caminhão, dez municípios já receberam as exposições do PCM, que colaboram para difundir e popularizar o conhecimento científico.


UFMG Jovem
A 17ª UFMG Jovem é uma feira de ciências destinada aos professores e alunos das escolas de educação básica e dos cursos de licenciatura de Minas Gerais. Organizado pela Diretoria de Divulgação Científica (DDC) da UFMG, o evento tem como objetivo incentivar o intercâmbio de trabalhos técnico-científicos e produções culturais.

Com a presença do novo caminhão do PCM, os visitantes da feira terão a oportunidade de conhecer o veículo, que é equipado com maquetes virtuais que mostram como é feita a produção de soros e o que é feito nos laboratórios de pesquisa da Funed, sala de projeção e microscópios adaptados para o espaço. O veículo conta com uma área de aproximadamente 70m², com diversas atividades interativas e novas instalações. Os visitantes terão acesso também a três tótens informativos (monitores touch que permitirão interação por meio de jogos virtuais) com os temas animais peçonhentos, biodiversidade e uso de medicamentos. Será possível, ainda, observar serpentes e colmeias interativas, através do sistema vídeo mapeado (projeção de imagens em impressões 3D).

Além do caminhão, o evento conta ainda com oficinas, apresentações culturais e a mostra dos trabalhos acadêmicos.

Serviço:

UFMG Jovem, com a presença do novo caminhão do Programa Ciência em Movimento

Data: 16 e 17 de setembro

Local: Campus da UFMG (Av. Antônio Carlos, 6627, Belo Horizonte)

ACS Funed: comunicacao@funed.mg.gov.br / 31 3314-4577

Senado debate avanços no tratamento do câncer

O Senado Federal será palco, no próximo dia 22, da primeira edição do fórum “Avanços no tratamento do câncer”. O evento, que é gratuito e está com inscrições abertas, tem como objetivo discutir o tema com foco em ações que envolvem tecnologia, interdisciplinaridade e suporte ao paciente

“Até 2030 os casos de câncer terão um aumento em torno de 50% - cerca de 22 milhões de novos casos”. A estimativa é da Organização Mundial da Saúde (OMS), que aponta a doença como uma das principais causas de morte no mundo, hoje com mais de 32 milhões de casos. Os dados não são menos alarmantes no Brasil, onde o câncer já representa a terceira causa de óbito. O tema demanda, cada vez mais, a implementação de ações emergenciais de prevenção, diagnóstico e tratamento, com esforço conjunto e multilateral. Neste contexto, o Programa Ação Responsável realiza, no dia 22 de setembro, no auditório do Interlegis (Senado Federal), o fórum “Avanços no tratamento do câncer: tecnologia, interdisciplinaridade e suporte ao paciente”. Interessados podem se inscrever pelo site www.acaoresponsavel.org.br, gratuitamente.­

O cenário atual do câncer no Brasil, as políticas de controle e tratamento do câncer, os aspectos regulatórios em oncologia, os desafios da interdisciplinaridade e novas tecnologias, bem como o suporte ao paciente com câncer, estão entre os temas principais que serão abordados no fórum, com ênfase na divulgação de informações relevantes sobre a doença e discussão da assistência oncológica - o acesso, a qualidade das tecnologias ofertadas, os avanços no tratamento e os direitos dos pacientes. O fórum “Avanços no tratamento do câncer” reúne representantes dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, setor privado, setor acadêmico, profissionais da Saúde, instituições nacionais e internacionais, Terceiro Setor e sociedade em geral.

O câncer no Brasil - O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima a ocorrência de 600 mil novos casos de câncer no país, apenas no biênio 2016-2017. Apesar dos números, nos últimos anos, o diagnóstico e o tratamento dos diferentes tipos da doença obtiveram avanços expressivos - que se traduzem na esperança a mais aos que têm acesso às inovações. O desafio, porém, está na atenção dada ao diagnóstico precoce do câncer. Incontáveis casos, passíveis de detecção precoce, ainda são diagnosticados tardiamente, ou em estágios avançados. O problema da doença no Brasil ganha ainda maior relevância devido ao seu perfil epidemiológico, sendo tema de discussão constante nas agendas políticas e técnicas de todas as esferas de governo.

Serviço:
Avanços no tratamento do câncer: tecnologia, interdisciplinaridade e suporte ao paciente
Data: 22 de setembro de 2016, quinta-feira, das 9h às 14h
Local: auditório Senador Antônio Carlos Magalhães (Interlegis, Senado Federal).
Realização: Instituto Brasileiro de Ação Responsável.
Parceiras: Congresso Nacional; Ministério da Saúde; Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD); Agência Íntegra Brasil e Interlegis
Patrocínio: Lilly, MSD, Bayer e AstraZeneca
Mais informações: (61): 3368-6044 e 3468-5696


Assessoria de Imprensa: 61 3573-4992 / 99114-4584 / 99170-0606

Funed antecipa entrega da vacina Meningocócica C ao Ministério da Saúde

A Fundação Ezequiel Dias (Funed) está antecipando as entregas das doses da vacina Meningocócica C (conjugada) ao Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde. O objetivo é evitar o desabastecimento do imunobiológico no Sistema Único de Saúde (SUS). No dia 22 de agosto, mais de 900 mil doses da vacina seguiram para o Ministério e outra remessa de mais de 1,7 milhão foi entregue no dia 26, do mesmo mês. Para setembro, a Fundação planeja entregar aproximadamente 2,5 milhões de doses da vacina, número que deve manter os estoques do SUS abastecidos. De acordo com a Divisão de Planejamento e Gestão da Produção da Funed, as entregas destas remessas devem seguir até o término do contrato celebrado com o Ministério da Saúde, em junho de 2017.

Fornecimento

A Funed mantém, desde 2015, um contrato de transferência de tecnologia e fornecimento de produtos firmado com a empresa italiana GSK Bio, proporcionando o abastecimento do PNI. Em julho deste ano, a vice-presidente da Funed, Cármen Lúcia Soares Gomes, assinou o contrato junto ao Ministério da Saúde, dando continuidade ao fornecimento da Meningocócica C, suspensão injetável. “No contrato, ficou estabelecido que a Funed irá fornecer 15 milhões de doses da vacina, que serão distribuídas em todo o país”, informa Cármen.

A vacina Meningocócica C (conjugada) protege as crianças contra a meningite, causada pelo meningococo C. A primeira dose é administrada em crianças com três meses de idade, a segunda aos cinco meses e a última dose, que é um reforço, aos 12 meses. De acordo com o contrato, a Funed deve entregar, a partir de setembro de 2016, 1,5 milhão de doses da vacina ao mês para o Ministério da Saúde. Ainda de acordo com a Divisão de Planejamento e Gestão da Produção da Funed, para cumprir o cronograma solicitado pelo Ministério, a Fundação vem se programando desde junho de 2016, unindo os esforços de diversas áreas, como as diretorias Industrial e de Planejamento, Gestão e Finanças.

Tecpar oferece soluções tecnológicas a empresas da área metalmecânica

O laboratório de ensaios mecânicos do Centro de Tecnologia de Materiais do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) está preparado para oferecer soluções tecnológicas para empresários que buscam inovar, eliminar gargalos produtivos, identificar e caracterizar matérias metálicos e aumentar a eficiência de processos e produtos nas empresas do estado e do Brasil na área metalmecânica.

A atividade de Materiais Metálicos da área de Metalmecânica do Tecpar desempenha, segundo o gerente do centro, Marco Netzel, ações em áreas como controle químico metalúrgico, propriedades mecânicas, tecnologias de tratamento, modificação de superfícies metálicas e corrosão.

De acordo com o gerente do centro, entre as principais ações do Tecpar nesta área está o fornecimento de serviços laboratoriais para a cadeia da indústria automobilística no Paraná e principalmente para seus fornecedores de primeira, segunda e terceira camadas.

O Tecpar realiza também, na área de metalmecânica, assessoria técnica para órgãos do Governo do Estado, sobretudo com o auxílio na formulação de editais de licitação e posteriormente com a execução de ensaios que identificam e caracterizam materiais adquiridos.

O laboratório de ensaios mecânicos na área de metalmecânica empreende, segundo Netzel, ações no setor automotivo, junto aos fornecedores do setor para ofertar serviços laboratoriais e soluções tecnológicas. “Com ensaios realizados nos laboratórios podemos diagnosticar problemas e gargalos produtivos apresentando assim soluções e oportunidades de melhoria de processos e produtos. Geralmente com a resolução de um problema, há consequentemente o impacto no aumento da produtividade da empresa”, salienta.

Soluções tecnológicas
Quatro grandes áreas são foco dos negócios dos centros tecnológicos do Tecpar: Saúde e Meio Ambiente, Tecnologia em Materiais, Medições e Validação e Informações Tecnológicas.

O Centro de Tecnologia de Materiais, por sua vez, tem foco no atendimento de empresas nos segmentos de cadeia produtiva de materiais metálicos, poliméricos, médico-odonto-hospitalares, de sinalização viária, energias e madeiras e móveis.


Interessados em conhecer as soluções tecnológicas desenvolvidas pelo Tecpar podem acessar o site portal.tecpar.br/solucoes-tecnologica.

Secretário do Ministério da Saúde elogia estrutura do Lafepe


O secretário da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (SCTIE/MS), Marco Antonio Fireman, esteve na sede do Lafepe na manhã desta segunda-feira, dia 12, onde foi recebido pelo diretor-presidente, Roberto Fontelles, e demais diretores.



Na visita técnica ao laboratório pernambucano, o secretário conheceu a estrutura do almoxarifado de material de embalagem, central de pesagem, sistema de tratamento de água, divisão de sólidos, controle de qualidade e ótica. “Foi uma boa surpresa. Uma unidade bem administrada, que segue os padrões de boas práticas. Uma estrutura muito organizada, com elevado padrão e bem servida de equipamentos”, disse o secretário ao final da visita.

“Mostra o comprometimento do Governo de Pernambuco com os planos apresentados. É uma grande plataforma de startup no campo farmacêutico, promovendo pesquisa no campo específico. O Lafepe tem tudo para ser âncora do segmento, na região”, complementou.

Durante a visita do secretário Marco Fireman, também foram apresentados os investimentos realizados e os projetos previstos para a expansão de áreas e, consequentemente, de produção de medicamentos. A médio prazo, o plano Lafepe contempla a iniciação de novos projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP’s) para produção do Ritonavir termoestável 100mg, Tenofovir + Lamivudina 300 + 300mg (2 em 1) e Tenofovir + Lamivudina + Efavirenz 300 + 300 + 600mg (3 em 1); além da retomada da fabricação da Vitamina C 500mg - comprimido.

E, a longo prazo, o planejamento do Lafepe prevê a prospecção de novas PDP’s para medicamentos de alto custo e o desenvolvimento de novos medicamentos do componente básico: omeprazol, enalapril, metformina, sinvastatina, losartana, atenolol, dentre outros.


 A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde é responsável pela implementação das políticas de assistência farmacêutica, de avaliação e incorporação de tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS) e de incentivo ao desenvolvimento industrial e científico do setor. No âmbito da ciência e tecnologia, a Secretaria é responsável pelo estímulo ao desenvolvimento de pesquisas em saúde no país, de modo a direcionar os          investimentos realizados pelo Governo Federal às necessidades da saúde pública.


Programa de incubação da Intec apoia desenvolvimento de novos negócios

A Werker Tecnologia, empresa participante da Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec), completa um ano no programa de incubação com bons resultados para seus empreendedores. Neste período, lançaram uma impressora 3D de baixo custo voltada à indústria brasileira, estiveram em contato com possíveis investidores e estudam o desenvolvimento de novos modelos de seu equipamento e de negócios.

Os engenheiros Thiago Schultz e José Fárlei entraram na incubadora na fase de finalização do desenvolvimento do seu primeiro produto, na modalidade não residente. Desde que entraram no Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), na modalidade residente do programa de incubação, em julho, ganharam uma sede física e puderam se dedicar ao lançamento da W1 – Basic, impressora 3D de baixo custo, com um valor de mercado 25% menor que o de seus concorrentes.

Schultz analisa que o apoio da Intec foi importante para profissionalizar a operação da empresa. “O programa de incubação está sendo muito vantajoso, pois sem o suporte não estaríamos no patamar no qual estamos no momento. A Intec está nos ajudando a profissionalizar nossa operação, tanto na parte jurídica como financeira”, avalia.

O próximo passo, segundo o engenheiro, é disponibilizar uma impressora 3D por assinatura, em um modelo no qual o hardware é usado como service. “Nesse modelo, o cliente paga mensalmente pelo direito de utilização da impressora, como um aluguel, recebendo todo nosso suporte técnico enquanto o contrato estiver vigente”, explica Schultz.
Para esse modelo sair do papel, os empreendedores buscam agora investidores para aplicarem recursos na produção dos novos equipamentos e na formatação dos planos.

A analista econômica da Intec, Jéssika Nassif Korontai, que acompanha o desenvolvimento dos incubados, avalia que o ambiente de incubação é propício à atração de investimentos. “A incubadora é um ambiente de negócios e de surgimento de novas ideias. A aproximação entre os incubados pode gerar novos produtos e serviços e consequentemente novos negócios inovadores. Esses negócios têm credibilidade frente à sociedade, principalmente para as agências de fomento e investidores”, ressalta.

Intec
Empreendedores que queiram participar do programa de incubação do Tecpar podem fazer, ao longo do ano, a inscrição para concorrer a uma vaga em uma das duas unidades da Intec, em Curitiba e em Jacarezinho. São ofertadas vagas para a modalidade residente (quando a empresa fica nas dependências da Intec) e para a incubação não residente, quando o empresário não se instala na incubadora, mas conta com o apoio dos especialistas do instituto.

Podem participar do processo de incubação pessoas físicas, como universitários, pesquisadores e empreendedores que tenha um negócio inovador, ou ainda pessoas jurídicas. Ao longo de 27 anos, a Intec já deu suporte tecnológico a mais de 90 companhias. No momento, cinco empresas passam pelo programa de incubação: Beetech/Beenoculus, LOT América, Werker, i9algo e Invento Engenharia.
Conheça a Intec pelo site intec.tecpar.br/comoincubar.


Teste rápido de Zika da Bahiafarma supera expectativas em avaliação do Ministério da Saúde


Dispositivo do laboratório público baiano obteve índices de sensibilidade e especificidade superiores a 95% e está pronto para distribuição em todo o País

Submetido à rigorosa avaliação do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), órgão ligado ao Ministério da Saúde, o teste rápido para detecção de Zika vírus da Bahiafarma obteve um dos melhores resultados já registrados para dispositivos do gênero no mundo. O kit do laboratório público baiano registrou índices de 97% de sensibilidade e 96% de especificidade para infecções recentes (IgM) e de 100% de sensibilidade e 98% de especificidade para infecções mais antigas (IgG).

“O resultado corrobora a avaliação feita pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilência Sanitária), que já havia aprovado o dispositivo, ao publicar o registro para sua produção e distribuição, no fim de maio”, afirma o diretor-presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias. 

Para o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, "com mais essa avaliação positiva, a Bahiafarma confirma o compromisso de fornecer ao Sistema Único de Saúde (SUS) e à população produtos de primeira linha para a saúde pública brasileira". Vilas-Boas pontua ainda "o compromisso do governador Rui Costa em apoiar o investimento em pesquisa e tecnologia com o parceiro internacional da Bahiafarma, o laboratório coreano Genbody".

Segundo o subsecretário de Saúde da Bahia, Roberto Badaró, os resultados obtidos pelo teste rápido de Zika vírus da Bahiafarma são “excepcionais”. “Um dos melhores testes rápidos do mundo, o de HIV de quarta geração, tem acurácia de 95% e testes para diversas outras doenças, como sífilis e hepatite, registram abaixo de 85%”, justifica Badaró, que é professor titular de Infectologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e da Universidade da Califórnia em São Diego (EUA).

Com a aprovação do INCQS, o teste rápido de Zika vírus da Bahiafarma está liberado para aquisição, por parte do Ministério da Saúde, e distribuição pelo SUS, em todo o País. Estima-se que a demanda do SUS pelo dispositivo seja de 500 mil testes por mês – montante que a Bahiafarma está apta a produzir em 30 dias, bastando a ordem de compra ser emitida pelo ministério.

O resultado reforça a posição da Bahiafarma como centro indutor de desenvolvimento das indústrias farmacêutica, farmoquímica e biotecnológica na Bahia e no Nordeste, inserindo o Estado na vanguarda da produção de insumos para a saúde no Brasil e fortalecendo a descentralização do Complexo Industrial da Saúde


Estudantes da Faculdade São Miguel visitam o Lafepe

Alunos do 1º período do curso de Farmácia da Faculdade São Miguel visitaram o Lafepe na manhã desta quinta-feira, dia 08. No laboratório pernambucano, o foco era visualizar os aprendizados vistos em sala de aula, especificamente quanto à estrutura de equipamentos de segurança.




Como resultado desta visita, onde conheceram a fábrica de sólidos e a área de embalagens de medicamentos, os 14 estudantes devem produzir relatório para apresentação na disciplina de biosegurança, ministrada pela professora Cynthia Oliveira.

Ela, que acompanhou o grupo nesta programação, destacou que foi uma excelente oportunidade para conhecer o processo de produção de medicamentos até a sua embalagem, tudo seguindo as normas de segurança recomendadas. A professora destacou, ainda, que no próximo dia 15, retorna ao Lafepe, com outro grupo de alunos da Faculdade São Miguel, também do curso de Farmácia.


Novo caminhão do Projeto Ciência em Movimento visita o Parque Municipal de Belo Horizonte

O novo caminhão do Projeto Ciência em Movimento da Fundação Ezequiel Dias (Funed) estará aberto para visitação no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, em Belo Horizonte. O caminhão, que leva conhecimento científico e tecnológico para as cidades mineiras, estará estacionado em frente ao Teatro Francisco Nunes, nos dias 9 e 10 de setembro, das 9h as 17h e no dia 11, das 9h as 13h. A exposição é aberta para o público em geral.

O Programa foi criado em 2012 pela Funed, com o objetivo de difundir e popularizar a ciência por todo o estado. O caminhão leva informação, através de linguagem lúdica e popular, estabelecendo uma relação de diálogo entre os pesquisadores e a sociedade e entre ciência, saúde e cultura.


Novo caminhão

O projeto conta com um veículo com maquetes virtuais que mostram como é feita a produção de soros e o que é feito nos laboratórios de pesquisa da Funed, sala de projeção e microscópios adaptados para o espaço. O veículo conta com uma área de aproximadamente 70m², com diversas atividades interativas e novas instalações. Os visitantes terão acesso também a três tótens informativos (monitores touch que permitirão interação por meio de jogos virtuais) com os temas animais peçonhentos, biodiversidade e uso de medicamentos. Será possível, ainda, observar serpentes e colmeias interativas, através do sistema vídeo mapeado (projeção de imagens em impressões 3D).

A diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da Funed e coordenadora do Programa Ciência em Movimento, Esther Bastos, explica que “a ideia é que o caminhão seja a própria área expositiva, diminuindo o trabalho da equipe com montagem e desmontagem, proporcionando à população exposições mais longas, que atendam um grupo maior de visitantes”, diz.


No ano de 2015, mais de 36 mil pessoas visitaram as 20 exposições itinerantes, realizadas em 15 cidades mineiras. Neste ano, a exposição do PCM já passou por Itaobim, Coronel Murta, Montes Claros, Espera Feliz, Chapada Gaúcha, Florestal, Boa Esperança, São Bento do Abade e Caetanópolis.

Serviço:

Exposição Programa Ciência em Movimento
Data: 9 a 11 de setembro
Parque Municipal Américo Renné Giannetti, em frente ao Teatro Francisco Nunes.

ACS Funed: comunicacao@funed.mg.gov.br / 31 3314-4577