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Publicado em 28 de jan de 2016. O novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27) aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Funed oferta novo exame para detecção de Escherichia coli

 A Funed está ofertando uma nova metodologia, o exame de Biologia Molecular para detecção dos fatores de virulência em Escherichia coli – bactéria que vive no intestino, mas que pode ter ação patogênica e causar a doença diarreica. Esse novo método pretende tornar mais rápido o esclarecimento de surto de diarreia, identificando com mais facilidade e 
segurança a Escherichia coli como o agente patogênico.

O Serviço de Doenças Bacterianas e Fúngicas (SDBF) da Funed – laboratório de referência regional para os estados da Bahia, Espirito Santo, Rio de Janeiro e de todos os 853 municípios de Minas Gerais para as doenças causadas por bactérias – recebeu a capacitação do exame de Biologia Molecular de Escherichia coli no final de 2015, através do Programa de Capacitação em Recursos Humanos (PCRH/FAPEMIG), pelo Laboratório de Referência Nacional Instituto Adolfo Lutz/SP.

Segundo Carlene Morais Alves, bioquímica do SDBF, a capacitação do corpo técnico permite maior autonomia para que os exames possam ser finalizados na Fundação, sem a dependência de outros laboratórios, agilizando os resultados. “O exame será muito mais ágil, já que não vamos precisar do laboratório de apoio, permitindo um diagnóstico oportuno e rapidez nas medidas de controle da Vigilância Epidemiológica. Agora podemos fazer toda a identificação da Escherichia coli como agente patogênico aqui na própria Funed”, diz. Isso beneficia diretamente o Sistema Único de Saúde (SUS) e “demonstra nossa constante atuação para o cumprimento da missão institucional de participar do Sistema Único de Saúde, protegendo e promovendo a saúde”, completa Carlene.

O SDBF, recebe em média, 800 amostras clínicas por ano, provenientes dos programas MDDA (Monitoramento das Doenças Diarreicas Agudas) e DTA (Surtos de Doenças Transmitidas por Alimento) para realização de coprocultura – exame feito para diagnosticar os agentes patogênicos causadores da doença diarreica. Segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministério da Saúde (SVS), no Brasil, no período de 2007 a 2016 houve mais de 6 mil surtos de DTA, ocasionando cerca de 17 mil hospitalizações e 109 óbitos. Somente este ano, em Minas Gerais, já se tem o registro de mais de 227 mil casos de Doenças Diarreicas, ainda de acordo com a Secretaria. “Fazemos pesquisas dos agentes bacterianos, como Shigella spp., Aeromonas spp., Víbrio cholerae, Pleisiomonas shigeloides, Yersinia spp., E. coli e Salmonela spp., sendo este último o mais prevalente, pois é um microrganismo que é recorrente na contaminação de alimentos”, explica Carlene.


As amostras a serem analisadas são encaminhadas para a Fundação por meio das Gerências e Superintendências Regionais de Saúde (GRS/SRS). De acordo com Carlene, “o papel da Fundação, além dos diagnósticos que são feitos, é de certificar se as amostras irão chegar na Funed em condições adequadas para o processamento”, conta. Para isso, a Fundação disponibiliza e distribui para todas as 28 GRS, o swab Cary-Blair – insumo utilizado na coleta de amostras. Anteriormente, o resultado de coprocultura demorava até três meses para sua liberação, devido à necessidade de complementação pelo laboratório de apoio. Hoje, após a nova metodologia implantada na Funed, a liberação do resultado ocorre em até 15 dias.




Vital Brazil abre inscrições para Férias Científicas gratuitas


A oportunidade é para crianças de 8 a 10 anos e acontecerá entre os dias 23 e 27 de janeiro
  Para os papais de plantão à procura de uma atividade bacana e gratuita para a criançada nestas férias: estão abertas as inscrições para a 13° Temporada das Férias Científicas do Instituto Vital Brazil. O objetivo é promover a divulgação científica para o público infantil de forma descontraída e enriquecer as atividades educacionais da criança. Além dos pequeninos conhecerem diversos espaços do Instituto como o serpentário, aracnário e o biotério.

“Entre os temas abordados, vamos procurar ensinar sobre serpentes, aranhas e escorpiões, além de passar por conversas sobre a cadeia alimentar, produção de soros, plantas medicinais e aromáticas. Há atividades também para incentivar a leitura”, adianta o biólogo Claudio Machado, organizador desta edição do evento.

As Férias Científicas serão realizadas entre os dias 23 e 27 de janeiro, de 13h40 às 16h30. São 20 vagas para crianças de 8 a 10 anos. As crianças que já participaram de temporadas anteriores das Férias Científicas não poderão se inscrever nessa. Para inscrição, o responsável deverá se dirigir ao Centro de Estudos do Instituto Vital Brazil, de 9h às 11h ou de 14h às 16h, com seu documento de identidade e CPF, além de cópia da certidão de nascimento da criança. É preciso também que os responsáveis tragam duas garrafas pets (2 litros) com tampa.

O Instituto Vital Brazil é uma empresa de ciência e tecnologia do Governo do Estado do Rio de Janeiro ligado à Secretaria de Estado de Saúde. É um dos 21 laboratórios oficiais brasileiros e um dos quatro fornecedores de soros contra o veneno de animais peçonhentos para o Ministério da Saúde. Fica na Rua Maestro José Botelho, 64, Vital Brazil, em Niterói.


 



Incubadas no Tecpar desenvolvem de equipamentos tecnológicos a produtos para a saúde

Quem busca por impressoras 3D, produtos inovadores na área da saúde, como monitores de anestesia ou próteses cardíacas, ou ainda aplicativos para gestão dos negócios, encontra todas essas soluções nas empresas instaladas na Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec). Só em 2016, seis novos empreendimentos ingressaram no programa de incubação do Instituto de Tecnologia do Paraná e outros tantos já estão com bancas agendadas para apresentar suas ideias aos avaliadores.

No momento, nove empresas passam pelo programa de incubação. Uma das últimas a entrar na Intec em 2016, a Compracam representou dois marcos para a incubadora: ela foi o centésimo negócio inovador apoiado pelo Tecpar no estado e o primeiro a entrar na unidade de Jacarezinho da incubadora.

Os quatro empreendedores da Compracam, Pedro Domingues, Luís Samuel dos Santos, Rafael Macedo e Matheus Inácio, todos na faixa dos 25 anos, são formados na área de TI e moram em municípios do Norte Pioneiro. Eles entraram na Intec para  desenvolver um aplicativo que usa os conceitos de jogos de videogame para criar um sistema de gestão mais fácil para microempreendedores individuais (MEIs).

Saúde
Empresa que busca desenvolver uma prótese cardíaca menos agressiva do que as disponíveis no mercado, a Provena se instalou, em 2016, na sede da Intec, no câmpus CIC do Tecpar, onde está o Parque Tecnológico da Saúde. O produto inicial a ser desenvolvido na Intec é uma prótese cardíaca para resolver problemas congênitos de má formação do coração.

Outra empresa interessada no Parque Tecnológico da Saúde que entrou na Intec é a RR Import, para desenvolver um monitor portátil, inédito no país, que vai ser usado quando um paciente for anestesiado. Com o equipamento, o médico tem mais segurança sobre o bloqueio de reflexos do paciente durante uma cirurgia.

De acordo com o gerente da Intec, Gilberto Passos Lima, o Parque Tecnológico da Saúde é um atrativo para as empresas do setor, que buscam crescer na incubadora para se consolidar no parque tecnológico. “Mas a incubadora do Tecpar tem em seu histórico o foco na inovação em todas as áreas. Nossa estratégica é dar suporte a negócios inovadores”, pontua.

Inovação
Ainda em 2016, ingressaram na Intec a Vuk Personal Parts, que produz acessórios automotivos; a Invento Engenharia, que desenvolve soluções usando tecnologia que permite a troca de informações entre dispositivos sem a necessidade de acesso à internet; e a Forrest Brasil Tecnologia, empresa que vai desenvolver um projeto de controle natural do mosquito Aedes aegypti.

As outras empresas que participam do processo de incubação são a Beetech/Beenoculus, que criou um dispositivo para smartphone para realidade aumentada; a Werker, que desenvolveu uma impressora 3D de baixo custo voltada para a indústria; e a i9algo, que cria soluções inovadoras a partir de ideias que recebe em uma plataforma virtual.


Até o final de janeiro, a incubadora do Tecpar deve lançar o edital de 2017 para atrair empreendedores e empresas com negócios inovadores. Mais informações sobre a Intec podem ser obtidas pelo site intec.tecpar.br/comoincubar.





Tecpar ganha protagonismo nacional na área de saúde em 2016


O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) se fortaleceu como laboratório oficial em 2016 e entrou no seleto grupo de produtores de medicamentos biológicos, de monoclonais e de hemoterápicos, produtos de alto valor agregado que serão fabricados por instituições públicas brasileiras. Empresa pública do Governo do Paraná, o Tecpar ganha protagonismo nacional na área da saúde ao desenvolver e produzir tecnologias únicas no país.
Com a escolha do Ministério da Saúde, o Tecpar vai produzir em Maringá, a partir de 2018, medicamentos biológicos e hemoterápicos cuja demanda anual, pela pasta, é de R$ 2,6 bilhões. O ministério elegeu o Tecpar, junto com outros laboratórios públicos brasileiros, para ser o fornecedor de mais de uma dezena de produtos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o diretor-presidente do Tecpar, Júlio C. Felix, a escolha pelo ministério dá protagonismo ao Tecpar na área da saúde. “Ao ser escolhido para produzir esses medicamentos de alto valor agregado, o Tecpar se consolida nacionalmente como centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação e passa a protagonizar os novos rumos da saúde pública brasileira”, afirma.

Empregos qualificados
Felix ressalta que a produção desses medicamentos monoclonais e hemoterápicos pelo Tecpar deve gerar 370 empregos diretos e qualificados no Paraná, além de envolver cerca de 20 doutores especializados em pesquisas para auxiliar o desenvolvimento dos produtos. “Para o Paraná, esses recursos vão se transformar em investimentos, empregos e melhor distribuição de renda no Estado. Além disso, reforça a independência do Tecpar como empresa pública paranaense”, salienta.

Biológicos e hemoderivados
Na área desses medicamentos, o Tecpar foi escolhido ser o parceiro exclusivo, junto com a Bio-manguinhos/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan, de produtos como o Adalimumabe, o Bevacizumabe, o Infliximabe, o Rituximabe e o Trastuzumabe. Esses medicamentos são usados para o tratamento de câncer, artrite e outras doenças crônicas. O Ministério da Saúde compra, por ano, R$ 1,6 bilhão destes produtos.

Já para os hemoterápicos, o Tecpar, a Hemobras e o Butantan firmaram uma parceria para fornecer, as três instituições, sete produtos, entre eles plasma de vírus inativado, fatores de coagulação, imunoglobulina e albumina. Esses medicamentos são utilizados no tratamento de distúrbios de coagulação e imunodeficiências, como a Aids e a hemofilia, por exemplo. A demanda por esses produtos tem um custo anual de aproximadamente R$ 1 bilhão para o ministério.

“Vamos produzir uma parte da demanda do Ministério da Saúde em medicamentos monoclonais e hemoterápicos em Maringá, a partir de 2018, quando expiram as patentes desses produtos. Até lá, a nossa estratégia é elaborar contratos, projetos e licitações”, destaca o diretor-presidente do Tecpar.

Box 1
Indústria farmacêutica e biotecnológica do Tecpar ajuda no combate de doenças no país
Além de entrar no seleto grupo de produtores de medicamentos de alta performance, em 2016 o Tecpar ainda se dedicou a temas relevantes à sociedade paranaense. Neste ano, o instituto atuou fortemente para desenvolver soluções para combater um dos principais vilões da saúde pública paranaense, o mosquito Aedes aegypti.

Em uma das frentes, o Tecpar deu apoio à campanha de vacinação contra a dengue lançada pelo governador Beto Richa. A campanha buscou vacinar 500 mil pessoas nos 30 municípios com maior circulação viral da doença. Por outro lado, o Tecpar firmou uma parceria com empresa privada para desenvolver projetos-piloto de um programa inédito, que produzir e soltar na natureza machos estéreis do mosquito Aedes aegypti.

Outro produto do Tecpar com novidades em 2016 foi a vacina antirrábica. O processo produtivo da vacina antirrábica usado pelo Tecpar teve seu pedido de patente de invenção depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) neste ano. Isso significa que, enquanto o pedido for analisado, o método de produção da vacina contra a raiva veterinária usado pelo Tecpar tem uma expectativa de direito até o seu exame ser realizado pelo Inpi. O instituto é fornecedor da vacina antirrábica ao ministério há mais de 40 anos e frequentemente vem atualizando o seu processo produtivo.

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Incubadora do Tecpar abriga 100º negócio inovador em 2016
A Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec) conquistou um marco em 2016: foi neste ano que a incubadora apoiou o centésimo negócio inovador no estado. A empresa de TI Compracam, além de ser o centésimo negócio incubado, foi a primeira empresa a entrar na unidade de Jacarezinho da incubadora. Além desse feito, neste ano a incubadora registrou uma história de superação, com a entrada do ex-morador de rua Edmilson Fernandes como empresário apoiado pela Intec.

Além da empresa de Edmilson Fernandes, a Vuk Personal Parts, que vai produzir acessórios automotivos, e da Compracam, que criou uma maneira de gerir pequenos negócios com a facilidade de um game, entraram na Intec neste ano a Invento Engenharia, que desenvolve soluções usando tecnologia que permite a troca de informações entre dispositivos sem a necessidade de acesso à internet; a Provena, que busca desenvolver uma prótese cardíaca menos agressiva do que as disponíveis no mercado; a RR Import, que entrou na incubadora para produzir um monitor portátil para ser usado por anestesiologistas; e a Forrest Brasil Tecnologia, empresa que vai desenvolver um projeto de controle natural do mosquito Aedes aegypti. Participam atualmente do processo de incubação da Intec a Beetech/Beenoculus, Werker e i9algo.

Ainda na área de inovação, em 2016 o Tecpar lançou mais uma fase do Parque Tecnológico Virtual do Paraná, com uma nova plataforma virtual na qual empresas, empreendedores, pesquisadores e universidades podem catalogar informações sobre pesquisas e inovações realizadas no estado. Desde então, mais de 200 ativos tecnológicos, como são chamados os itens cadastrados na plataforma, já estão no ar. A plataforma pode ser acessada pelo site ptvparana.com.

Para apoiar a inovação no agronegócio, o Parque Agroindustrial do Tecpar, campus do instituto em Jacarezinho, deve ser transformado em uma fazenda inteligente, funcionando como um laboratório experimental de tecnologias inovadoras voltadas ao agronegócio. A ideia é que uma parte do campus abrigue diferentes cultivares integrados a processos de irrigação, energia solar e estufas, de maneira que se permita o estudo de ações sustentáveis para o agronegócio.

Box 3
Tecpar pesquisa em 2016 solução tecnológica para tratamento de câncer de mama
Também na área da saúde, o Tecpar está desenvolvendo uma solução tecnológica para dar apoio ao tratamento do câncer de mama. Uma pesquisa, fruto da parceria entre o Tecpar, o Hospital Erasto Gaertner e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), busca desenvolver um teste inédito no Brasil para dar mais eficiência ao tratamento de câncer de mama.
A solução busca avaliar se a paciente possui em seu corpo a enzima necessária para que a pré-droga usada no tratamento do câncer faça efeito. Com o teste que está em desenvolvimento, é possível oferecer outros tratamentos para a paciente que não possuir a enzima. Os primeiros resultados devem ser conhecidos já em 2017.

Outra ação é na área de energias renováveis. O projeto Smart Energy Paraná, gerenciado pelo Tecpar, mobiliza as competências que o Estado e a sociedade já têm na área de energias renováveis e busca por novas competências para desenvolver esse setor do ponto de vista econômico, ambiental e social.

Neste ano, duas novas ferramentas de aproximação entre pesquisadores, empresários e representantes do governo foram lançadas: a Revista Smart Energy, que apresenta conteúdo científico e noticioso sobre o setor de energias renováveis, e o Portal Smart Energy Paraná, um instrumento que pretende promover a interação entre agentes do setor e reunir informações voltadas à legislação e à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).

O portal do Smart Energy pode ser acessado pelo site smartenergy.org.br.

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Escola de Gestão Inteligente realizou os primeiros cursos em 2016
A Escola de Gestão Inteligente, uma plataforma educacional desenvolvida pelo governo estadual para capacitar servidores municipais, principalmente os que atuam na área de gestão, apresentou seus primeiros cursos em 2016. A ferramenta foi criada em parceria pelo Tecpar e a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) e tem como meta capacitar 10% de todos os servidores municipais que atuam com gestão até 2018, o que representa quase quatro mil profissionais.

A plataforma já está em funcionamento e em 2016 abordou cursos nas áreas de inventário patrimonial, lei anticorrupção e contratos administrativos, por exemplo.

Outra novidade do ano foi a parceria entre o Tecpar Educação e o Paranacidade para oferecer cursos a distância aos prefeitos eleitos e administradores municipais das 399 cidades paranaenses.
Conheça os cursos desenvolvidos pelo Tecpar Educação pelo site www.tecpareducacao.pr.gov.br.

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Tecpar se torna empresa amiga da amamentação em 2016
Em 2016, o Tecpar foi a sexta empresa paranaense a receber a certificação da sua sala de nutriz. O selo atesta que o instituto atende os requisitos do Projeto Mulher Trabalhadora que Amamenta e confere ao Tecpar o título de empresa amiga da amamentação. O projeto é do Ministério da Saúde e o selo foi entregue pela Secretaria de Estado da Saúde, que coordena as ações no Paraná.


A Sala de Nutriz do Tecpar, um ambiente privado e adequado para coleta e armazenamento do leite materno durante o período de trabalho, voltado às colaboradoras do instituto, foi inaugurada pela vice-governadora Cida Borghetti, em março deste ano.





Lafepe lança novo site


O Lafepe inicia 2017 lançando seu novo site. Com layout moderno e dinâmico, o portal traz, dentre outros itens, blog de notícias, vídeos, relação de farmácias e estrutura da ótica. Tudo disponível em um clique: www.lafepe.pe.gov.br. A história de sucesso do laboratório pernambucano, que vem desde sua criação, em 1965, também ganha destaque no novo site.

Com mais de 50 anos de fundação, o Lafepe foi instituído com a finalidade de produzir medicamentos de qualidade e a baixo custo. Desde então, desenvolve, produz e comercializa medicamentos e óculos, atendendo às políticas de saúde pública. O Lafepe está entre os cinco maiores laboratórios oficiais do Brasil.


O Lafepe é uma sociedade de economia mista, com autonomia administrativa e financeira, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde (SES). Seu portfólio inclui antirretrovirais, antipsicóticos, anti-hipertensivo, antiparasitário e saneante. Além do Benznidazol, também produz com exclusividade, no país, a Zidovudina na apresentação xarope e Didanosina pó para suspensão, utilizados no tratamento de crianças portadoras do vírus HIV.

Funed colaborou com os estudos que estabeleceram os parâmetros biológicos associados à produção de própolis verde



O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) reconheceu a região do quadrilátero ferrífero, que conta com 132 municípios de Minas Gerais, com a denominação de origem da própolis verde, dando identidade para o produto, produzido no estado. A Fundação Ezequiel Dias (Funed) desenvolveu os estudos que estabeleceram os parâmetros biológicos associados à produção da substância.

A própolis é produzida pelas abelhas com a resina fornecida por algumas plantas. Estudos mostraram que a produção da própolis verde, está relacionada à resina da espécie Baccharis dracunculifolia, mais conhecida como alecrim ou vassourinha do campo, invasora de culturas.  Nos estudos, foi verificado que existem interações que favorecem a produção desta própolis. Os hemípteros (insetos) da espécie Baccharopelma baccharidis, completam seu ciclo de vida na planta Baccharis dracunculifolia, estimulando a planta a produzir substâncias de defesa que atraem as abelhas (resinas), gerando a própolis verde.

As pesquisas feitas na Fundação determinaram as características da própolis verde mineira, aroma, sabor, coloração, aspectos físico-químicos, microbiológicos, microscópicos e indicações terapêuticas, origem botânica e os parâmetros biológicos associados à produção de própolis verde, como o procedimento de coleta, transporte e armazenamento da própolis, o meio geográfico, características ambientais, do solo e a temperatura ambiente.

De acordo com a pesquisadora e diretora de Pesquisa da Funed, Esther Margarida Bastos, o certificado de Denominação de Origem é um documento muito utilizado nas relações de comércio internacional e a sua função é atestar a origem geográfica do produto que está sendo exportado. “A Denominação de Origem da própolis verde pertence à cadeia de apicultura dos 132 municípios e será gerenciada pela Federação Mineira de Apicultura, que ficará responsável pela produção de um selo, oferecendo a rastreabilidade do produto”. A diretora destaca ainda que a certificação “aumenta também a inserção do produto no mercado brasileiro agregando valor, assegurando que é um produto genuinamente mineiro”.


Atualmente, o Japão é o maior consumidor da própolis mineira e a utiliza pelo potencial terapêutico da substância, que pode ser utilizada como antimicrobiano e usada contra fungos, bactérias e vírus.




Vozes do Lafepe encanta visitantes do Palácio do Governo


            A apresentação dos coralistas do Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco Governador Miguel Arraes - Lafepe - fez parte do projeto de visitação ao Palácio do Campo das Princesas, no último domingo (18-12). Antes de conhecer o gabinete do governador, a sala das bandeiras, vitrais, louças oficiais e demais aposentos da sede do Poder Executivo Estadual, os visitantes apreciaram o coral do laboratório pernambucano.

A regência foi da maestrina Elijane Áurea, no comando dos colaboradores que integram o parque fabril e o setor administrativo do Lafepe. Em clima natalino, na entrada do Palácio, às 10h, iniciaram a apresentação de  cinco composições: “Forró dos Anjos” (de Ana Geus e Marcos Gomes, com arranjo de Elijane Áurea), “Onde Puseram Meu Senhor” (de Elijane Áurea), “A Paz” (de Michael Jackson - versão Roupa Nova), “Miscelânea de Natal” (autor desconhecido) e “Estrela Brasileira” (autor desconhecido). Na plateia, o diretor-presidente do laboratório, Roberto Fontelles, prestigiou e parabenizou o desempenho do grupo.


 A primeira apresentação do Vozes do Lafepe, para o público interno, foi em maio último, em comemoração aos 51 anos do laboratório pernambucano. No dia 05 de novembro, integrou a programação do 16º Fenace (Festival Nacional de Corais), na Casa da Cultura. Essa, inclusive, foi a primeira apresentação feita para o público externo, sendo muito elogiada por comerciantes da área e turistas. Já no dia 29 de novembro, o Vozes do Lafepe participou do 6º Encontro de Coros da JBR Engenharia.

Lafepe lembra centenário de Miguel Arraes

O centenário de nascimento de Miguel Arraes de Alencar foi lembrado na tarde desta quinta-feira, dia 15, pela direção do Lafepe, que tem como presidente Roberto Fontelles. Neste dia, o laboratório pernambucano, que leva o nome do ex-governador, descerrou placa em sua homenagem.

A cerimônia simbólica, que contou com a presença de Elisa Arraes de Alencar Khan, representando a família, foi realizada no Memorial Miguel Arraes, na área externa do Lafepe, inaugurado em 2010, por ocasião dos 45 anos do laboratório pernambucano.
Réplica da placa descerrada hoje foi entregue para Elisa, juntamente com uma foto da fachada do Lafepe. Elisa, que é neta de Miguel e Magdalena Arraes, agradeceu a homenagem, dizendo que a placa e a foto vão compor o acervo do Instituto Miguel Arraes (IMA), do qual é uma das coordenadoras.

Ao fazer uso da palavra, o presidente Roberto Fontelles destacou a importância de Miguel Arraes para o Lafepe. “Arraes foi o idealizador do nosso laboratório, ainda em seu primeiro governo, nos anos 60”, disse. Destacou, também, que o Lafepe passou a ter o nome Governador Miguel Arraes, a partir da Lei Nº 13.420, de 28 de março de 2008, projeto do deputado estadual André Campos, aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco, e sancionada pelo então governador, à época, Eduardo Campos.


Histórico – Em 15 de dezembro de 1916, nascia no Araripe, Ceará, aquele que seria um dos maiores políticos brasileiros do século XX: Miguel Arraes de Alencar. Deputado estadual, federal e governador de Pernambuco por três vezes, Miguel Arraes morreu em agosto de 2005, aos 88 anos de idade.

Empresa vai desenvolver monitor para anestesia na incubadora do Tecpar

A Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec) recebe, nesta quarta-feira (14), mais uma empresa com foco na área da saúde. A RR Import acaba de ingressar no processo de incubação do Instituto de Tecnologia do Paraná para desenvolver um monitor portátil, inédito no país, que vai ser usado quando um paciente for anestesiado. Com o equipamento, o médico tem mais segurança sobre o bloqueio de reflexos do paciente durante uma cirurgia.

Ricardo Faria, um dos sócios da empresa, conta que a empresa tem uma experiência de sete anos na área de equipamentos de saúde. Agora, em uma parceria com uma companhia espanhola, a RR Import recebe a transferência de tecnologia para adaptar ao paciente brasileiro e comercializar no mercado nacional.

O TOF-cuff faz o monitoramento da transmissão neuromuscular do paciente durante o momento no qual está anestesiado, explica Faria. “Hoje, o anestesiologista faz o acompanhamento do paciente realizando estímulos para ver o paciente continua com os reflexos bloqueados. Já o monitor faz a avaliação em tempo real de maneira precisa”, pontua.

Um dos principais itens oferecidos pelo equipamento é o aumento da segurança ao paciente, que, durante o bloqueio neuromuscular é entubado porque a anestesia paralisa todas as funções motoras, que passam a ser monitoradas pelo TOF-cuff – é o próprio aparelho que indica quando o paciente pode ser extubado, garantindo assim a sua segurança. O equipamento ainda garante economia ao hospital, já que o anestesiologista pode aplicar só a quantia necessária de medicamento para bloquear os reflexos durante uma cirurgia.

A escolha por incubar o negócio na Intec se deu, segundo Faria, porque a incubadora é um ambiente de inovação e desenvolvimento de novas tecnologias. “Queremos estar neste ambiente inovador e contar com o apoio da incubadora para desenvolver essa tecnologia para o mercado brasileiro”, ressalta Faria.

O TOF-cuff tem um manguito como de um medidor de pressão arterial, em quatro tamanhos, e conta uma tela touch screen colorida de sete polegadas, que mostra as informações de saúde do paciente. “É portátil e pode acompanhar o médico em diferentes centros cirúrgicos, uma grande diferença em relação a equipamentos hoje utilizados, que são fixos. O equipamento pode acompanhar também o paciente enquanto está se recuperando e retornando da anestesia”, explica o empreendedor.

Parque tecnológico

A companhia se instala no câmpus CIC do Tecpar, onde está o Parque Tecnológico da Saúde. O gerente da Intec, Gilberto Passos de Lima, pontua que estar dentro de um parque tecnológico acelera o desenvolvimento de novos produtos e serviços. Ele avalia ainda que, após a consolidação da empresa incubada, ela pode então se candidatar a se instalar no parque tecnológico, onde terá apoio para projetos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).

“Uma vez que a empresa se gradue, ou seja, conclua o programa de incubação estando apto a crescer sem o apoio da incubadora, ela terá a opção de participar do processo para ingressar no Parque Tecnológico da Saúde do Tecpar e ainda contar com o apoio de nossa infraestrutura física e de serviços, além do acesso as competências dos demais parceiros do parque”, destaca Lima.

Conheça o equipamento que vai ser desenvolvido pela RR Import: www.tofcuff.com.br.

Intec
Empreendedores que queiram participar do programa de incubação do Tecpar podem fazer, ao longo do ano, a inscrição para concorrer a uma vaga em uma das duas unidades da Intec, em Curitiba e em Jacarezinho. São ofertadas vagas para a modalidade residente (quando a empresa fica nas dependências da Intec) e para a incubação não residente, quando o empresário não se instala na incubadora, mas conta com o apoio dos especialistas do instituto.

Podem participar do processo de incubação pessoas físicas, como universitários, pesquisadores e empreendedores que tenha um negócio inovador, ou ainda pessoas jurídicas. Ao longo de 27 anos, a Intec já deu suporte tecnológico a mais de 100 negócios.
No momento, oito empresas passam pelo programa de incubação: Beetech/Beenoculus, Werker, i9algo, Invento Engenharia, Vuk Personal Parts, Compracam, Provena e RR Import.

Conheça a Intec pelo site intec.tecpar.br/comoincubar.

Analistas da Hemobrás visitam o Lafepe

Equipe da Garantia de Qualidade da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) cumpriu visita técnica, ao Lafepe, nesta terça-feira (13 -12). O grupo formado por farmacêuticos, químicos, biólogos e biomédicos veio ao laboratório pernambucano tendo como foco a busca de novas práticas em fluxos de processos e de documentos. 



Trocaram experiências e tiraram dúvidas na fábrica de comprimidos, no controle de qualidade, no setor de tratamento de água e nos almoxarifados de matérias-primas, embalagens e de produtos acabados.







No centro de treinamento, os analistas acompanharam apresentação da equipe que compõe a Coordenadoria de Boas Práticas de Fabricação do Lafepe. Eles receberam informações sobre procedimentos relacionados aos assuntos regulatórios, à garantia de qualidade, à validação de processos e ao serviço de atendimento ao cliente.

Primeiros mosquitos estéreis devem ser soltos em Paranaguá ainda neste ano

Os primeiros mosquitos estéreis desenvolvidos em um programa inédito pela empresa Forrest Innovations com o apoio governamental do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) devem ser soltos ainda neste ano em Paranaguá, uma das regiões mais afetadas pelas doenças causadas pelo Aedes aegypti. A intenção é que já no verão a incidência de doenças transmitidas pelo mosquito, como a dengue, a zika e a chikungunya, já diminua.

O diretor-presidente do Tecpar, Júlio C. Felix, o diretor de Biotecnologia Industrial do instituto, Julio Salomão, e a diretoria da Forrest Innovations se reuniram no Palácio Iguaçu para apresentar ao governador Beto Richa o andamento do projeto. “Mostramos ao governador que é possível já neste verão amenizar os efeitos da dengue em Paranaguá”, salienta Felix.

O Tecpar é o responsável pelo suporte tecnológico e logístico ao projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), que consiste no Controle Natural de Vetores (CNV), baseado na criação de machos estéreis que serão soltos na natureza.

Os mosquitos estéreis competirão na natureza com os mosquitos selvagens, o que acarreta na consequente redução da proliferação do mosquito, inclusive das fêmeas, que são as transmissoras das doenças. Com o projeto, a tendência é que haja a queda da incidência do mosquito em até 90%.

No início do projeto é feita a coleta de ovos do mosquito. Depois, os ovos eclodem produzindo o mosquito que é levado para o laboratório, onde recebe uma alimentação com produtos que garantem 100% da sua esterilidade. Estéreis, os mosquitos são soltos em um voo rasante em um avião que vem dos EUA somente para o projeto-piloto.

Em Paranaguá, o laboratório está instalado no Aeroparque. Para efetuar a liberação dos mosquitos, aguarda-se a competente emissão da licença ambiental pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O projeto deve ser ainda estendido a Maringá e outros municípios que sofram com a incidência das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Tecpar
O Tecpar é uma empresa pública do Governo do Estado e tem 76 anos de atividade. Os negócios do instituto são divididos em quatro grandes unidades: Soluções Tecnológicas, para dar apoio às empresas que buscam inovar; Empreendedorismo Tecnológico Inovador, com suas incubadoras tecnológicas e com os parques tecnológicos, como o Parque Tecnológico da Saúde; Educação, com qualificação para o mercado privado e ainda com desenvolvimento de capacitações para servidores municipais de prefeituras paranaenses; e Indústria Farmacêutica e Biotecnológica, com desenvolvimento e produção de kits diagnósticos veterinários, vacina antirrábica e produção de medicamentos de alto valor agregado para a saúde pública brasileira.

O instituto foi escolhido pelo Ministério da Saúde para ser um dos fornecedores oficiais de 14 medicamentos biológicos e hemoderivados, que serão produzidos nos próximos anos.
Além disso, o instituto atende demandas do Governo do Estado, sendo executor de projetos na área de energias renováveis e empreendedorismo tecnológico.

Saiba mais sobre o instituto em www.tecpar.br.






Lafepe amplia produção para o SUS em 2017



Em tempos de crise econômica, o Governo de Pernambuco contabiliza mais uma importante conquista, social e financeira, no setor fármaco. Depois do governador Paulo Câmara ter recentemente anunciado o investimento de R$ 500 milhões da Aché na implantação de uma planta industrial e uma central de distribuição no Complexo de Suape – além de atrair outras indústrias para o pólo farmacoquímico, como a fábrica da Biomm, o que deverá tirar o país da dependência de importação de insulina –; a boa notícia, na produção de medicamentos, vem do Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco Governador Miguel Arraes (Lafepe).

A unidade pernambucana está prestes a comemorar o pioneirismo, no setor público, na conclusão de todas as etapas de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). Trata-se de parceria que envolve a cooperação entre instituições públicas e privadas para o desenvolvimento, transferência e absorção de tecnologia, produção, capacitação produtiva e tecnológica do país em produtos estratégicos para atendimento às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS).

No Lafepe, o procedimento reconhecido pelo Ministério da Saúde (MS) e realizado em parceria com um laboratório privado encontra-se em processo de internalização. Isso significa que, em meados de 2017, o Lafepe dará início à produção dos antipsicóticos Clozapina (comprimido de 25mg e 100mg), Quetiapina (comprimido revestido de 25mg, 100mg e 200mg) e Olanzapina (comprimido revestido de 5mg e 10mg).

Com a internalização das PDP´s, a produção de medicamentos do Lafepe passará dos atuais 100 milhões de comprimidos, por ano, para 270 milhões. Vale destacar que esses números devem crescer ainda mais com a implantação, em 2017, de duas novas PDP´s na linha de antirretrovirais: Ritonavir comprimido de 100mg termoestável e Tenofovir 300mg + Lamivudina 300mg. Outras PDP´s estão sendo negociadas com o Ministério da Saúde.


“Aos poucos, estamos recuperando nossa capacidade produtiva”, comemora o diretor-presidente do Lafepe, Roberto Fontelles. Ele lembra que, em junho último, o laboratório voltou a produzir, sem restrições, o Benznidazol, medicamento usado no tratamento do Mal de Chagas. Esse novo cenário deve-se à conquista da Certificação de Boas Práticas de Fabricação (CBPF) para a fábrica de comprimidos, concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Em julho, liberamos para o Ministério da Saúde o primeiro lote de Benznidazol produzido pelo Lafepe, contendo 250 mil comprimidos”, frisa Fontelles. Já em agosto, foi liberado um lote de 9 mil comprimidos (100mg adulto) do mesmo medicamento para a Masters, empresa responsável pela distribuição de medicamentos para o mercado internacional. Desse montante, 7 mil comprimidos foram para os Estados Unidos e os 2 mil restantes para a França. “O Lafepe detém matéria-prima suficiente para produzir 2 milhões e 400 mil comprimidos de Benznidazol, num período de dois anos”, antecipa o diretor-presidente.
Único laboratório público no mundo a produzir o Benznidazol, o Lafepe fornece o medicamento exclusivamente para o Ministério da Saúde e entidades humanitárias internacionais, responsáveis pela distribuição junto à população. O mesmo acontece com os antipsicóticos e os antirretrovirais que fazem parte do portfólio do laboratório pernambucano.

Histórico – O Lafepe foi criado em 1965, com o intuito de produzir medicamentos de qualidade e a baixo custo. Desde então, desenvolve, produz e comercializa medicamentos e óculos, atendendo às políticas de saúde pública. Está entre os cinco maiores laboratórios oficiais do Brasil, em produção e faturamento. Atualmente, são 100 milhões de comprimidos produzidos por ano; devendo fechar 2016 com, aproximadamente, R$ 300 milhões, dos quais 98% são provenientes dos contratos com o MS.


O Lafepe é uma sociedade de economia mista, com autonomia administrativa e financeira, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde (SES). Seu portfólio inclui antirretrovirais, antipsicóticos, anti-hipertensivo, antiparasitário e saneante. Além do Benznidazol, também produz com exclusividade, no país, a Zidovudina na apresentação xarope e Didanosina pó para suspensão, utilizados no tratamento de crianças portadoras do vírus HIV.

Parque Tecnológico Virtual do Paraná já tem 200 ativos catalogados


A nova plataforma do Parque Tecnológico Virtual do Paraná (PTV Paraná), que pretende atrair e fixar empresas de base tecnológica em todo território paranaense, já catalogou quase 200 ativos tecnológicos no estado desde o seu lançamento, em novembro deste ano. A maioria dos cadastros é de organizações paranaenses e de invenções e patentes produzidas no Paraná.

O PTV Paraná centraliza os ativos tecnológicos e processos de negócios em uma plataforma única, reunindo institutos de ciência e tecnologia (ICTs), núcleos de inovação tecnológica (NITs), empresas de base tecnológica, incubadoras e parques tecnológicos, centros de promoção de empreendedorismo, entidades prestadoras de serviços tecnológicos e instituições de ensino e pesquisa.

Dentre os quase 200 cadastros, a maioria refere-se a organizações e empresas e a ativos de propriedade intelectual – dentre os quais, invenções, pedidos de patentes de marcas e direitos industriais, científicos ou literários. Como exemplo de cadastro de propriedade intelectual há o processo de produção da levedura Saccharomyces Cerevisiae ativa enriquecida, feita pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), e o Sistema Automatizado de Leitura em Braile, cadastrado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).

De acordo com o Júlio C. Felix, diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), a plataforma, gerenciada pela instituição, foi reformulada para aproximar o empreendedor tecnológico aos ativos científicos e tecnológicos e de inovação do estado. “Além de cumprir esse papel, a plataforma tem se mostrado uma grande ferramenta de informação de Ciência, Tecnologia e Inovação no Paraná”, pontua.

Catálogo de inovação
Com a ferramenta, a sociedade paranaense pode conhecer os ativos tecnológicos do Estado, catalogados em sete categorias: Pessoas, Organizações, Programas e Incentivos, Projetos e Iniciativas, Produtos, Propriedade Intelectual e Serviços. A ferramenta também abre espaço para fóruns e para atualização de calendário de eventos.

Os empresários paranaenses podem, com a nova plataforma, informar suas demandas por soluções tecnológicas e conhecer as instituições mais adequadas para provê-las.

Mais que um catálogo de organizações e de iniciativas inovadoras, porém, a plataforma do PTV Paraná é uma ferramenta de gestão, reunindo uma lista de cadastro e um mapa de calor, que apresenta a distribuição dos ativos no Estado, orientando o acesso pelas empresas aos produtos e serviços tecnológicos e na tomada de decisão.

Plataforma
Cada instituição pode se cadastrar e catalogar seus programas de financiamento à inovação e seus projetos de pesquisa, por exemplo. A plataforma será a ferramenta de gestão dos ativos tecnológicos paranaenses da Seti, que é a instituição responsável pelo projeto.


A plataforma ainda funciona como uma rede social, na qual os seus integrantes podem criar fóruns e troca de informações sobre projetos inovadores no Estado. Para catalogar sua organização ou iniciativa, é preciso acessar o site ptvparana.com e fazer o cadastro.


Inovação tecnológica em Saúde é destaque em Fórum no Senado

Na última quinta-feira, 1º de dezembro, o auditório do Interlegis, localizado no Senado Federal, foi palco do VIII Fórum Nacional de Inovação Tecnológica em Saúde. O evento promoveu um rico debate acerca da importância da pesquisa e tecnologia na área de saúde. Entre as autoridades presentes no Fórum estiveram: o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE), do Ministério da Saúde, Marco Fireman; o coordenador-geral de Saúde e Biotecnologia, da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (SEPED), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Luiz Henrique Mourão do Canto Pereira; e os deputados federais Izalci Lucas (PSDB/DF) e Hiran Gonçalves (PP/RR). O Novo Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, sancionado em janeiro de 2016, foi amplamente referenciado pelos conferencistas presentes, que destacaram a importância das parcerias entre governo, indústria e universidade para o desenvolvimento tecnológico do país.

“No Brasil tem lei que pega e lei que não pega”. Foi assim que o deputado federal Izalci Lucas (PSDB/DF) iniciou a sua fala na mesa de abertura do Fórum. O parlamentar ressaltou que não existe pesquisa sem aproximação com o pesquisador, com o setor industrial, setor comercial e com o governo, mas observou a demora na divulgação do novo Marco Regulatório de Inovação. “Sequer conseguimos divulgar as mudanças adotadas no novo Marco Regulatório”, disse. Izalci destacou que o Brasil “gasta muito e gasta mal” e que é preciso inovar e ampliar com vistas para a ampliação do acesso. “Para isso temos que ter ousadia para fazer. No caso da inovação, fizemos exatamente tudo o que os segmentos pediram. O que falta é divulgar, torná-la pública para que a sociedade possa utilizar tudo o que foi aprovado”, finalizou.

O deputado federal Hiran Gonçalves (PP/RR) destacou que a inovação tecnológica em saúde é um grande desafio para todos devido à velocidade em que é desenvolvida. “As inovações correm mais rápido do que damos conta de colocar as tecnologias à disposição da população”, argumentou. Para ele, a forma de funcionamento do Sistema Único de Saúde precisa ser revista para que possa promover saúde com qualidade a quem precisa. “O SUS deve passar por um período de reavaliação e reconstrução. Do jeito que é não vamos conseguir oferecer saúde da forma como preconizamos. Essa é a realidade do nosso país”, concluiu.

O Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE), do Ministério da Saúde, Marco Fireman, destacou que a nova legislação trouxe uma regulamentação importante, pois quebrou paradigmas, especialmente no que se refere às parcerias. “Não há modelo no mundo que não tenha a participação dos laboratórios, em atuação conjunta com a indústria e com o governo. A indústria tem um papel importante”. Segundo ele, hoje há cerca de 81 PDPs em funcionamento que terão suas ações favorecidas com o novo marco. “Teremos laboratórios de pesquisa multidisciplinar, que funcionarão em agências públicas apadrinhadas pelas empresas privadas”, comemorou.

O coordenador-geral de Saúde e Biotecnologia, da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (SEPED), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Luiz Henrique Mourão do Canto Pereira também discursou sobre o Marco Regulatório, descrevendo-o como um avanço, que, apesar dos vetos, conta com medidas de contingência que visam assegurar a sua configuração inicial. Mourão destacou o acesso à biodiversidade, que já possui lei e decreto próprios. "Isso dá uma segurança jurídica maior aos atores envolvidos. O Brasil possui um potencial grande e a área de saúde será grande beneficiária". Ainda, ao explicar que os avanços no país são mais lentos que nos demais similares, traçando um comparativo com a Coréia, o especialista disse que o “o Brasil não aceita o risco e tolera o fracasso”. E finalizou salientando que: “o maior desafio é gerar riqueza através do conhecimento" , elogiou a eficácia das parcerias público/privadas, citando que a velocidade das transformações ainda compromete o progresso tecnológico no país.

O evento se seguiu com as apresentações de palestras pelos conferencistas integrantes da mesa técnica do evento: Rafael Henrique Rodrigues Moreira, diretor de Tecnologias Inovadoras da Secretaria de Inovação e Novos Negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (SI/MDIC); Fotini Santos Toscas, assessora do Departamento do Complexo Industrial e Inovação em Saúde da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (SCTIE/MS); Álvaro Abackerli, assessor da presidência da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII); Artur Couto, diretor do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos); e Gerson José Lourenço, coordenador-geral do comitê executivo do Fórum de Assessorias Parlamentares de Entidades de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação (CTIE). O debate foi moderado pelo médico e assessor do Instituto Butantan, Flávio Vormittag. A cobertura completa está disponível na Página do evento.

VIII Fórum Nacional de Inovação Tecnológica em Saúde no Brasil
Local: auditório Antônio Carlos Magalhães do Interlegis - Senado Federal (Brasília/DF)
Evento realizado em 1° de dezembro de 2016, quinta-feira, das 9 às 14h
Realização: Instituto Brasileiro de Ação Responsável
Coordenação: Agência Íntegra Brasil
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