Videos

Publicado em 28 de jan de 2016. O novo boletim divulgado nesta quarta-feira (27) aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Parques tecnológicos do Tecpar geram 800 empregos


As empresas instaladas nos parques tecnológicos do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) geram, junto com o próprio instituto, cerca de 800 empregos. O Tecpar tem dois parques, o Parque Tecnológico da Saúde, no campus CIC e em Araucária, e o Parque Tecnológico do Norte Pioneiro, em Jacarezinho.

Hoje, além do próprio instituto, que compõe o parque tecnológico, dez empresas estão instaladas no Tecpar: duas delas consideradas “empresas-âncora”, como o Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz), unidade técnico-científica regional da Fundação Oswaldo Cruz no Paraná; e o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), criado por meio de uma parceria entre a Fiocruz e o Governo do Estado do Paraná. Outras oito empresas participantes da Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec), sendo cinco delas da área da saúde, também atuam nos parques.

De acordo com Gilberto Passos Lima, gerente dos Parques e Incubadoras Tecnológicos do Tecpar, o parque atrai para o instituto empresas com investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e produção de bens e serviços inovadores, além de incentivar a criação de novas companhias de base tecnológica no Paraná.

“O parque estimula ainda a transferência de tecnologia para o estado, já que uma das exigências para uma empresa se instalar é desenvolver pesquisas e novos produtos em parceria com o Tecpar”, salienta Lima.

Incubadas
Das oito empresas que atualmente passam pelo processo de incubação da Intec, cinco são da área da saúde. A Neurocel, por exemplo, desenvolve pesquisa na área da neurocirurgia para produzir uma membrana biológica com a finalidade de substituir a dura-máter – também chamada de meninge – em caso de lesões por tumores ou por traumatismos. O novo produto é fruto de uma pesquisa de 25 anos.

A OrangeLife, por sua vez, realiza Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) de novos produtos no Tecpar. Um dos primeiros em desenvolvimento no instituto é um equipamento que diagnostica em tempo real doenças infecciosas, negligenciadas e sexualmente transmissíveis.

Também na área de saúde humana, a RR Import ingressou no processo de incubação para desenvolver um monitor portátil, inédito no país, que vai ser usado quando um paciente for anestesiado. Com o equipamento, o médico tem mais segurança sobre o bloqueio de reflexos do paciente durante uma cirurgia.

Já a Provena desenvolve no Tecpar uma prótese cardíaca menos agressiva do que as disponíveis no mercado para resolver problemas congênitos de má formação do coração. A vantagem é que o implante desta prótese é feito por endocirurgia, procedimento minimamente invasivo.

Além de produtos para a saúde humana, a Forrest Brasil Tecnologia desenvolve uma tecnologia inédita voltada à saúde pública. O projeto de Desenvolvimento e Inovação (D&I) vai produzir e liberar na natureza machos estéreis do mosquito transmissor do Aedes aegypti para o controle natural dos insetos. Com o projeto, a tendência é que haja a queda da incidência do mosquito em até 90%, com redução significativa de registros de casos de doença como a dengue, a zika e a chikungunya.

Saiba mais sobre os parques tecnológicos do Tecpar pelo site portal.tecpar.br/tecnologia-e-inovacao/parques-tecnologicos.

Assessoria de Comunicação
Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar)
(41) 3316-3007 / (41) 2104-3355

ANOREXÍGENOS Medicamentos liberados por lei trazem risco à saúde


Agência lamenta sanção de PL, inconstitucional, que autoriza a produção, a comercialização e o consumo das substâncias à base de sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol. 

A Anvisa lamenta a sanção, por parte do presidente da República em exercício, deputado federal Rodrigo Maia, do Projeto de Lei 2.431/2011, que autoriza a produção, a comercialização e o consumo de medicamentos à base das substâncias anorexígenas sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol. Essa lei, além de inconstitucional, pode representar grave risco para a saúde da população. Legalmente, cabe à Agência a regulação sobre o registro sanitário dessas substâncias, após rigorosa análise técnica sobre sua qualidade, segurança e eficácia. Assim ocorre em países desenvolvidos e significa uma garantia à saúde da população. O Congresso não fez, até porque não é seu papel nem dispõe de capacidade para tal, nenhuma análise técnica sobre esses requisitos que universalmente são requeridos para autorizar a comercialização de um medicamento.
A lei que autoriza esse grupo de anorexígenos da matéria contraria frontalmente o que está estabelecido pelas Leis nº 6.360/76 e 9.782/99. A venda (dispensação) dos medicamentos à base de anfepramona, femproporex, mazindol e sibutramina é regulada pela Anvisa através da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 133/2016.

A própria Advocacia Geral da União (AGU) já deu parecer contrário a esta matéria, em decisão divulgada neste último dia 22 de junho.

A decisão de sancionar a liberação da comercialização desses anorexígenos no Brasil vai contra o que ocorre em outros países desenvolvidos, cuja competência para avaliar se estão aptos a serem oferecidos à população é das respectivas agências reguladoras.

 Vejamos:

Femproporex
Não é aprovado nos EUA e foi proibido na Europa em 1999.

Mazindol
Foi retirado dos mercados dos EUA e da Europa também em 1999.

Anfepramona
Começou a ser utilizada em 1997. É vendida nos EUA, mas não é aprovada na Europa.

Quanto à a sibutramina, há de se destacar que ela também foi reavaliada pela Anvisa, mas, neste caso, ficou demonstrado que o seu benefício era maior que o risco, desde que utilizada adequadamente e para determinados perfis de pacientes.

Ou seja: a sibutramina continua como opção terapêutica disponível para a população brasileira em medicamentos - com o devido registro na Anvisa - que podem ser produzidos e comercializados por farmácias de manipulação. Existem 13 fabricantes com registro deste medicamento no Brasil e 22 sibutraminas em comercialização no país. Mas o controle sobre a substância foi reforçado: a venda só pode ser feita mediante apresentação de Receita "B2", com quantidade de medicamento correspondente a, no máximo, 60 (sessenta) dias de tratamento. Dessa maneira, a Anvisa garante o acesso aos que precisam do medicamento, mas com as necessárias proteções contra os riscos.

Deve-se salientar que há outros inibidores de apetite registrados na Anvisa e cujas análises demonstraram o atendimento às exigências de qualidade, segurança e eficácia. Eles estão disponíveis para que os médicos os prescrevam àquelas pessoas com obesidade e que deles necessitam.

É importante esclarecer que produtos à base de anfepramona, femproporex e mazindol não estão proibidos. O registro de medicamentos com essas substâncias pode ser solicitado e poderá ser concedido mediante a apresentação de dados que comprovem a eficácia e segurança dos mesmos, conforme Art. 2º da Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 50/2014.

Por fim, a Anvisa se coloca à inteira disposição da sociedade para colaborar com o debate e fornecer todas as informações técnicas possíveis. No entanto, é importante reiterar que liberar medicamentos que não passaram pelo devido crivo técnico seria colocar em risco a saúde da população.



O que a Funed está produzindo?


Muito além de indústria farmacêutica, a Fundação também é responsável por pesquisas científicas e pela vigilância em saúde dos mineiros

A Fundação Ezequiel Dias (Funed), que completa 110 anos em agosto, tem um papel fundamental na promoção e proteção da saúde pública e integra o Sistema Estadual de Saúde. É vinculada à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) e possui um quadro de, aproximadamente, 1.200 colaboradores, de nível técnico a pós-doutorados.
Com três diretorias técnicas, sua atuação é protagonista na vigilância em saúde, pesquisa e desenvolvimento e enquanto Laboratório Oficial do Estado, que integra a Associação de Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob).
Instituto Octávio Magalhães

Diretoria da Funed em que funciona o Laboratório Central de Minas Gerais (Lacen/MG). Dividido em três áreas (Epidemiologia e Controle de Doenças, Vigilância Sanitária e Higienização e Produção de Meios de Cultura), é o Laboratório responsável pela vigilância epidemiológica, ambiental e de saúde do trabalhador, realizando análises em alimentos, medicamentos, saneantes e cosméticos. Atua também no monitoramento da qualidade da água utilizada nos hemocentros do Estado e dos níveis de agrotóxico a que estão submetidos os trabalhadores rurais.

A Divisão de Epidemiologia e Controle de Doenças é responsável pelo controle e diagnóstico de várias doenças e atua como referência nacional para sorologia de Doença de Chagas e Leishmaniose e referência para os agravos de meningites, doenças enterais, difteria e coqueluche para os estados de Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro. É referência regional para o diagnóstico de tuberculose, IST/AIDS, dengue, febre amarela, hepatite, sarampo, febre maculosa, dentre outras.

A Divisão de Vigilância Sanitária tem como finalidade realizar testes e exames complementares as ações de vigilância sanitária, ambiental e ocupacional, desenvolvidas pelos órgãos públicos de saúde, participando dessas ações e elaborando programas conjuntos com a Superintendência de Vigilância Sanitária da SES-MG para fiscalização de alimentos, medicamentos, cosméticos, sanitizantes entre outros.

Suas atividades são voltadas para análises microbiológicas, microscópicas, químicas e físicas de alimentos, elucidação de surtos de toxinfecções alimentares, monitoramento da qualidade da água de consumo humano e em serviços de hemodiálises e ambiental, análises toxicológicas e análise fiscal de medicamentos e outros produtos de interesse da saúde.

O Lacen/MG coordena a Rede Estadual de Laboratórios de Saúde Pública (RELSP), composta por nove laboratórios de gestão estadual, localizados nas macrorregiões assistenciais de Minas Gerais.
Pesquisa e Desenvolvimento

A pesquisa científica reforça as prioridades estratégicas institucionais voltadas às demandas de desenvolvimento biotecnológico e proporciona a obtenção de novos métodos, processos e produtos de aplicação na saúde humana e animal. A Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento planeja, coordena, supervisiona, dirige, executa e avalia o desenvolvimento de pesquisas científicas e tecnológicas institucionais. Desenvolve conhecimento científico em assuntos de retorno social, com foco na transformação do conhecimento em novos produtos. Desde a sua criação, tem a finalidade de prospectar toxinas animais: peçonhas de serpentes, aranhas, plantas nativas, microrganismos e produtos de abelhas Apis melífera, na busca de princípios ativos importantes para o desenvolvimento de bioprodutos para a saúde. Mantém, atualmente, 38 projetos de pesquisa em execução. Possui 31 patentes, sendo duas internacionais e um certificado de adição.

Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), coordena os programas BIC e BIC Jr, de bolsa de iniciação científica para estudantes de níveis superior e médio. Os programas atendem, em média, a 30 bolsistas por ano, que atuam em diversas áreas da Fundação, desenvolvendo projetos que contribuem em sua formação profissional e acadêmica.

A Diretoria de Pesquisa também coordena o Programa Ciência em Movimento, criado em 2012, com o objetivo de difundir e popularizar a ciência por todo o estado. O Programa viaja pelas cidades mineiras, em um caminhão que leva conhecimento científico e tecnológico, através de linguagem lúdica e popular, estabelecendo uma relação de diálogo entre os pesquisadores e a sociedade e entre ciência, saúde e cultura.
Diretoria Industrial

Somos os produtores exclusivos da Talidomida – medicamento usado no tratamento da hanseníase e com alto potencial para tratamento de outras doenças, como o câncer. Também somos o único laboratório público fornecedor da vacina contra meningite C para o Ministério da Saúde. Por ano, são cerca de 15 milhões de doses de vacina distribuídas.

Na área de produção animal, possui um Biotério, credenciado junto ao Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal, com produção anual de 60 mil camundongos. Os animais são utilizados, principalmente, em fase de testes de qualidade dos soros antitóxicos produzidos pela Fundação.

Em Minas Gerais, mantemos a exclusividade na produção de soros antipeçonhentos, antitóxicos e antivirais, que são disponibilizados nos hospitais públicos de todo o país para tratamento de picada de animais peçonhentos pelo Ministério da Saúde. Para a produção dos soros, a Funed mantém um criadouro de mais de 200 serpentes, quatro mil escorpiões e uma Fazenda Experimental, localizada em Betim, com criação de animais produtores de plasma. Atualmente, a fábrica de soros da Funed está paralisada para reforma, mas retomará sua produção ainda este ano.

Ainda na Produção Animal, a Funed possui uma coleção científica de serpentes, iniciada em 1987 e que conta, atualmente, com um acervo de 2.809 exemplares, sendo provavelmente a maior coleção de serpentes do estado. É visitada com frequência e contribui para estudos taxonômicos, biogeográficos, ecológicos e de história natural. Além das serpentes, a coleção também conta com 52 espécimes de escorpiões e 868 de aranhas.

As coleções científicas são importantes para o conhecimento da biodiversidade. Muitos estudos taxonômicos, ecológicos e biogeográficos apenas são possíveis devido à existência de coleções científicas. Assim, obtêm-se registros adequados e permanentes que se fazem com a conservação de espécimes-testemunho. Coleções biológicas constituem um local adequado para o depósito de animais, plantas e microrganismos coletados por pesquisadores das mais diversas áreas e pela população.
Compromisso com a Qualidade

A Funed é certificada pela ISO 9001:2008 e o escopo da certificação envolve pesquisa, desenvolvimento, produção de medicamentos e análises laboratoriais.

Além da ISO 9001, a Funed possui outras certificações, como a Resolução da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (RDC 17), conferida à Diretoria Industrial, que dispõe sobre as Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos. A Diretoria do Instituto Octávio Magalhães (DIOM) possui certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA), para a Divisão de Epidemiologia e Controle e Doenças (DECD) e certificação da Organização Mundial de Saúde (OMS), para o Serviço de Medicamentos Saneantes e Cosméticos (SMSC). No Controle de Qualidade em Medicamentos, foi o primeiro laboratório do Brasil a ser pré-qualificado pela OMS, sendo um dos seis do país.

A DIOM possui, ainda, 36 ensaios acreditados pela ISO 17025 e pela Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde (Reblas) e Ensaio de Proficiência em HIV, certificado pela ISO 17043.
Patrimônio da Saúde Pública

A Fundação Ezequiel Dias é uma instituição fundamental para a manutenção das ações do SUS e suas portas estão abertas à população. Quem desejar conhecer um pouco mais sobre a Funed pode agendar uma visita guiada, através do e-mail comunicacao@funed.mg.gov.br.

Visite também  nossas redes sociais:


Assessoria de Comunicação Social
(31) 3314-4577

Tecpar apresenta Smart Energy Paraná no Congresso Internacional de Biomassa


Cinquenta expositores apresentam suas tecnologias na área de energias renováveis no Congresso Internacional de Biomassa (Cibio 2017), realizado em Curitiba até quinta-feira (22). O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), uma das instituições apoiadoras do evento, apresentou suas ações dentro do programa Smart Energy Paraná.

O diretor de Desenvolvimento de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Tecpar, Reginaldo Joaquim de Souza, participou da abertura do evento nesta terça-feira (20) e ainda realizou uma palestra sobre energias renováveis. O Tecpar realiza a secretaria executiva do programa Smart Energy Paraná, que mobiliza as competências que o Estado e a sociedade já têm e busca por novas competências para desenvolver o setor energético do ponto de vista econômico, ambiental e social no Paraná.

No Smart Energy Paraná, o Tecpar homologa as diferentes tecnologias disponíveis no mercado para apresentar à sociedade as tecnologias já testadas pelo instituto, com geração de dados e capacitação de mão de obra local para atrair investimentos nesta área para o Paraná. “Apoiamos empresários com soluções em logística reversa e ainda os empreendedores que buscam desenvolver tecnologias sustentáveis”, destacou Souza.

A plataforma de energias inteligentes do programa Smart Energy Paraná reúne painéis de energia solar, um gerador de energia eólica e uma estação solarimétrica. A plataforma – já integrada à rede do instituto e também ao Sistema de Organização Nacional de Dados Ambientais (Sonda), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – produz cerca de 0,5% de toda energia consumida pelo Tecpar.

Congresso
Celso Kloss, diretor-superintendente da Rede Paranaense de Metrologia e Ensaios (Paraná Metrologia) e da Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre), presidente de honra do Cibio 2017, pontuou, durante a abertura do evento, que o congresso internacional tem dois anos e que nesta edição quase dobrou de tamanho. “Temos neste ano 50 expositores, ante 30 que estavam aqui na primeira edição, no ano passado. Todos eles apresentam suas tecnologias na área de biomassa. O congresso se consolida como um espaço de discussões e de negócios na área de energia limpa”, salienta.

Ainda dá tempo de participar do Cibio 2017, que até a quinta-feira (22) apresenta uma programação voltada a debater o papel da biomassa na matriz energética brasileira, que a cada dia aumenta a busca por tecnologias limpas para geração de energia.

O Congresso Internacional de Biomassa (Cibio 2017) será realizado até 22 de junho no Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), que fica na Avenida Comendador Franco, 1341, no Jardim Botânico, em Curitiba. As inscrições para o evento estão abertas e podem ser feitas pelo site www.congressobiomassa.com, onde é possível verificar a programação completa do congresso. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (42) 3086-8588.

SERVIÇO
Data: De 20 a 22 de junho
Local: Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) –Avenida Comendador Franco, 1341, Jardim Botânico
Inscrições e programação: www.congressobiomassa.com
Informações: (42) 3086-8588


Assessoria de Comunicação
Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar)
(41) 3316-3007 / (41) 2104-3355

Nova turma do programa Capacita Paraná EaD tem inscrições até o dia 23


O Capacita Paraná EaD, programa do Governo do Estado de capacitação de servidores municipais, realizado pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e do Paranacidade, está com inscrições abertas para a nova turma de participantes até o dia 23 de junho. Nesta terceira fase do programa, 15 cursos totalmente online, com temas voltados à gestão pública, estão disponíveis para as prefeituras paranaenses.

Nesta terceira fase serão ofertados 15 cursos: Auditoria Pública; Burocracia e Gestão da Política Pública no Brasil; Contabilidade Pública; Elaboração de Atos Normativos; Elaboração de Relatório e Parecer; Ética da Administração Pública; Gestão de Contratos Públicos; Gestão de Projetos no Setor Público; Gestão Estratégica de Pessoas no Setor Público; Interpretação e Produção de Texto; Licitação, Contratos e Convênios; Planejamento, Orçamento Público e Lei de Responsabilidade Fiscal; Português com Ênfase no Acordo Ortográfico; Qualidade no Atendimento ao Público; e Redação Oficial.

As inscrições podem ser feitas no site prefeituras.tecpareducacao.com.br, na aba “Cursos”, ou por meio dos telefones (41) 3576-1923 e (41) 2104-3356. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail educacao@tecpar.br. O custo unitário dos cursos, por inscrição, é de R$ 159, porém os valores podem baixar de acordo com a quantidade de interessados por município. De uma a 50 inscrições, o valor é de R$ 159; de 51 a até 150 inscrições, R$ 149; de 151 a até 250, R$ 139; de 251 a até 500, R$ 129; e acima de 501 inscrições, o valor é sob consulta.

Serviço
Inscrições para a terceira fase dos cursos do Capacita Paraná EaD
Data: Até 23 de junho
Inscrições: Pelo site prefeituras.tecpareducacao.com.br ou por meio dos telefones (41) 3576-1923 e (41) 2104-3356


Assessoria de Comunicação
Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar)
(41) 3316-3007 / (41) 2104-3355

Tecpar e Unilivre lançam programa de incubação para tecnologias verdes


Com a intenção de acelerar o desenvolvimento de negócios sustentáveis e os pedidos de patentes de tecnologias verdes, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), em parceria com a Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre), criou um novo programa para a Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec): a Incubação Verde.

A parceria vai oferecer apoio ao desenvolvimento e na criação de negócios inovadores com o uso de tecnologias sustentáveis, além de ofertar infraestrutura inicial para esses projetos e sensibilização de empreendedores e empresários quanto ao tema da sustentabilidade.
O diretor-superintendente da Unilivre, Celso Kloss, pontua que a parceria vai levar mais uma oportunidade de apoio à tecnologia verde e vai atuar em duas frentes: nas universidades, para acelerar a transformação de pesquisa em novos produtos sustentáveis; e nas empresas, para que elas possam desenvolver na Intec projetos com tecnologias ambientais.

“Da parte da Unilivre, vamos capacitar os empresários na área de gestão ambiental, com assessoria e consultoria no desenvolvimento dos projetos. Queremos aproveitar que o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) tem o Programa Patente Verde, que dá prioridade no exame do requerimento de pedidos de patente de tecnologias inovadoras voltadas ao meio ambiente, para que inovações na área se desenvolvam”, salienta Kloss.
Um edital específico para o programa de Incubação Verde está sendo criado na Intec, explica Gilberto Passos Lima, gerente dos Parques e Incubadoras Tecnológicas do Tecpar. “O edital deve ser lançado no início do segundo semestre. Até lá, empreendedores e empresários podem candidatar seus projetos sustentáveis com base no edital que está vigente”, ressalta.

Concorrência
A Intec está com 32 vagas abertas para empresas inovadoras que buscam o apoio do Tecpar para desenvolver seus negócios: 16 vagas para a modalidade de incubação residente (quando a empresa fica nas dependências da Intec) e outras 16 para a incubação não residente, quando o empresário não se instala na incubadora, mas conta com o apoio dos especialistas do instituto. As vagas estão divididas nas duas unidades da Intec, em Curitiba (20 vagas) e em Jacarezinho (12 vagas).

Para concorrer a uma das vagas, o projeto deve apresentar três requisitos: inovação (introdução de novidade ou aperfeiçoamento que resulte em novos produtos, serviços ou processos), base tecnológica (aplicação de conhecimento técnico-científico e investimento em Pesquisa e Desenvolvimento) e prova de conceito ou protótipo (modelo prático que possa provar o conceito estabelecido).

Os interessados em participar do processo seletivo podem acessar o edital pelo site da Intec (intec.tecpar.br/comoincubar). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (41) 3316-3176.

Intec
Ao longo de 27 anos, a Intec já deu suporte tecnológico a mais de 100 negócios. No momento, oito empresas passam pelo programa da Intec, com o desenvolvimento de tecnologias em diversas áreas: Werker, Vuk Personal Parts, Compracam, Provena, RR Import, Forrest Brasil Tecnologia, OrangeLife e Neurocel.

Assessoria de Comunicação
Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar)
(41) 3316-3007 / (41) 2104-3355

Dia do Meio Ambiente Lafepe


 A equipe da Divisão de Meio Ambiente do laboratório pernambucano organizou uma diversificada programação, nesta sexta-feira (09-06), para marcar a data.  A primeira atividade foi a palestra do diretor do Centro Marista Circuito Jovem Recife, o professor Domingos Sávio. No centro de treinamento do Lafepe, ele passou informações sobre a missão da instituição Marista que desenvolve o trabalho  de recondicionamento de computadores, através da capacitação de jovens para o mercado, com doação do material de informática transformado por eles. Após a palestra, os colaboradores participaram do plantio e distribuição de mudas.

O Dia do Meio Ambiente Lafepe também contou com um concurso artístico de artesanato com resíduos. O material ficou exposto, para votação, no refeitório da empresa. A obra premiada foi trazida pelo servidor Henrique Paz, da fábrica de comprimidos. Ele produziu uma luminária com tubo PVC.

A data ainda foi marcada pelo fechamento de uma ação solidária. Durante toda a semana, os colaboradores trouxeram donativos para os desabrigados das enchentes no estado. O material está sendo levado para o ponto de arrecadação do Quartel do Derby.

Fonte: Comunicação Lafepe

           


Estudantes de Farmácia aprendem sobre Biossegurança no Lafepe


                A turma que esteve no laboratório pernambucano nesta quarta-feira (07-06)  é do primeiro período do curso de Farmácia da Faculdade São Miguel, no Recife. O grupo de estudantes percorreu a área de produção dos medicamentos, o controle de qualidade e o setor de pesquisa e desenvolvimento.

                Eles são orientados pela professora Cynthia de Oliveira, da disciplina Biossegurança. Para a mestra, trazê-los ao Lafepe, já no início do curso, é importante como primeiro contato com o ambiente profissional e, também, para acompanhamento das ações de prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção e desenvolvimento tecnológico. Entre essas ações, destaque para o devido uso dos equipamentos de proteção individual.

Fonte: Comunicação Lafepe

Funed será beneficiada com nova Resolução sobre depósito de patentes


No dia 18 de maio, foi publicada a resolução nº 191/2017, com objetivo de facilitar a inserção de produtos e serviços inovadores - desenvolvidos por Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT´s), no mercado. Tal projeto facilitará a concessão das patentes da Funed, já que a Instituição se enquadra como Instituto de Ciência e Tecnologia.

Atualmente, a Funed possui 30 pedidos de patentes depositados, sendo que nenhum desses pedidos foi concedido no Brasil, pelo fato da morosidade da análise pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) - órgão federal, vinculado ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e responsável pelo aperfeiçoamento, disseminação e gestão do sistema brasileiro de concessão e garantia de direitos de propriedade intelectual para a indústria. Com essa resolução, o INPI irá priorizar os Institutos de Ciência e Tecnologia nos exames de patentes. Isso significa que, a partir do dia 22 de junho (data prevista para o início do projeto-piloto), a Funed poderá solicitar exame prioritário de suas patentes.

Sobre a patente

Quando se cria uma nova tecnologia, seja produto ou processo, pode-se buscar o direito à patente. Tal direito também vale para melhorias no uso ou fabricação de objetos de uso prático. Há dois tipos de registro:  Patente de Invenção (PI) ou Patente de Modelo de Utilidade (MU). Outro método de registro de direito, passível de proteção legal, é conhecido como Indicação Geográfica (IG), - usada para identificar a origem de produtos ou serviços quando o local tenha se tornado conhecido ou quando determinada característica ou qualidade do produto ou serviço se deve à sua origem. No Brasil, há duas modalidades: Denominação de Origem (DO) e Indicação de Procedência (IP). A Funed possui uma Indicação Geográfica por Denominação de Origem: “Vale da Própolis Verde de Minas Gerais”.

Assessoria de Comunicação Social

(31) 3314-4577

Empresa se gradua na incubadora do Tecpar com faturamento de R$ 2 milhões


A Beenoculus, que desenvolveu um óculos de realidade virtual de baixo custo para smartphones e uma plataforma em nuvem para distribuir material audiovisual com imagens em 360 graus, assinou nesta quarta-feira (7) a graduação do processo de incubação da Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec). A empresa sai da incubadora do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) com um faturamento de R$ 2 milhões em 2016 e uma previsão de triplicar esse valor neste ano.

A empresa entrou no processo de incubação em 2014, ainda como Beetech. A Beenoculus surgiu naquele ano, como uma spin-off da Beetech – spin-off é uma nova empresa que nasce de um empreendimento já existente. Hoje, a Beenoculus emprega 15 profissionais.

Rawlinson Peter Terrabuio, co-fundador da empresa e diretor de marketing, pontua que o processo de incubação foi importante para apoiar a empresa na prototipação do produto, com a impressora 3D da Intec, e na consultoria para redesenho do negócio. “Entramos na Intec para desenvolver o produto, que inicialmente era focado em jogos. Chegamos ao Beenoculus e mudamos nosso plano de trabalho, focados mais na indústria e em educação tecnológica e profissionalizante”, salienta.

A empresa hoje tem três unidades, duas em Curitiba e um escritório comercial em São Paulo, e faturou em 2016 R$ 2 milhões. “A perspectiva para 2017 é triplicar esse valor. A próxima novidade da empresa é uma nova spin-off na área de educação, com investimento de R$ 1,5 milhão”, destaca.
Neste ano, a Beenoculus foi eleita a primeira colocada na categoria “Futuro da Educação” do Ranking 100 Open Startups Brasil 2017, que elenca as empresas mais atraentes para negócios e investimentos do país, além de ocupar a segunda posição no ranking geral.

O processo de incubação da Beenoculus também trouxe desafios de gestão para a própria Intec, ressalta Gilberto Lima, gerente dos Parques e Incubadoras Tecnológicas do Tecpar. “A Beenoculus foi a primeira empresa a ser incubada como spin-off na Intec e tivemos que redesenhar nosso modelo de gestão para atender às duas empresas. Estamos muito satisfeitos com o resultado da empresa, que está estabelecida no mercado no fim do processo de incubação”, analisa.

Para o diretor-presidente do Tecpar, Júlio C. Felix, o sucesso da empresa no mercado e seu expressivo resultado mostra que o processo traz ganhos à sociedade paranaense. “Mais de 100 negócios já contaram com o apoio da nossa incubadora, que tem o desafio de dar apoio tecnológico para o desenvolvimento de empresas inovadoras”, explica.

Intec
Ao longo de 28 anos, a Intec já deu suporte tecnológico a mais de 100 negócios. No momento, oito empresas passam pelo programa da Intec, com o desenvolvimento de tecnologias em diversas áreas: Werker, Vuk Personal Parts, Compracam, Provena, RR Import, Forrest Brasil Tecnologia, OrangeLife e Neurocel.
Conheça a incubadora do Tecpar pelo site intec.tecpar.br/comoincubar.

Assessoria de Comunicação 
Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) 
(41) 3316-3007 / (41) 2104-3355

Tecpar apoia empresas a tirar novos projetos do papel

Pequenas e médias empresas que buscam executar projetos que ficam engavetados por falta de tempo e de recurso podem contar com o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) para transformar ideias em novos produtos, processos e serviços. O Tecpar Informação é a unidade de negócios do instituto que pode funcionar como um escritório terceirizado de gestão de projetos para essas organizações.

A unidade alia as competências do Tecpar em várias áreas para colocar à disposição do mercado uma equipe capacitada e ferramentas de negócio voltadas à concepção, ao desenvolvimento e à construção do primeiro protótipo.

De acordo com Rogerio Oliveira, gerente do Tecpar Informação, muitas pequenas e médias empresas não dispõem de equipes voltadas para a gestão de projetos e por isso muitas ideias não chegam a sair do papel. “Temos as competências necessárias para receber a ideia do empresário, validá-la para na sequência desenvolvermos um bom projeto que resulte em um protótipo aplicável ao mercado”, salienta.

Várias unidades do Tecpar trabalham em conjunto para ajudar o empresário, como os laboratórios dos Centros de Tecnologia em Saúde e Meio Ambiente, de Tecnologia de Materiais e de Medições e Validação; o Tecpar Informação; o Tecpar Educação; Tecpar Certificação, a Incubadora Tecnológica e a Agência Tecpar de Inovação.

Oliveira informa ainda que “dependendo do potencial de inovação do projeto proposto, posteriormente, a empresa poderá submeter o projeto a uma banca de especialistas e concorrer a uma das vagas disponíveis na Incubadora Tecnológica do Tecpar, Intec”.

O empresário interessado em conhecer as soluções do Tecpar na área de gestão de projetos pode procurar o Tecpar Informação sem compromisso, pelo site everest5.tecpar.br\informa\web.

Tecpar
O Tecpar é uma empresa pública do Governo do Estado e tem 76 anos de atividade. Os negócios do instituto são divididos em quatro grandes unidades: Soluções Tecnológicas, para dar apoio às empresas que buscam inovar; Empreendedorismo Tecnológico Inovador, com suas incubadoras tecnológicas e com os parques tecnológicos, como o Parque Tecnológico da Saúde; Educação, com qualificação para o mercado privado e ainda com desenvolvimento de capacitações para servidores municipais de prefeituras paranaenses; e Indústria Farmacêutica e Biotecnológica, com desenvolvimento e produção de kits diagnósticos veterinários, vacina antirrábica e produção de medicamentos de alto valor agregado para a saúde pública brasileira.

O instituto foi escolhido pelo Ministério da Saúde para ser um dos fornecedores oficiais de medicamentos biológicos, que serão produzidos nos próximos anos.

Além disso, o instituto atende demandas do Governo do Estado, sendo executor de projetos na área de energias renováveis e empreendedorismo tecnológico.
Saiba mais sobre o instituto em www.tecpar.br.

Assessoria de Comunicação
Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar)
(41) 3316-3007 / (41) 2104-3355

Tecpar apoia evento que discute o uso da biomassa na matriz energética brasileira


O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) é um dos apoiadores oficiais do Congresso Internacional de Biomassa (Cibio 2017), que vai ser realizado em Curitiba de 20 a 22 de junho. O evento tem como objetivo debater o papel da biomassa na matriz energética brasileira, que a cada dia aumenta a busca por tecnologias limpas para geração de energia.
O congresso será aberto, no dia 20 de junho, debatendo os projetos no setor de Energias Renováveis no Paraná. As ações do Tecpar com o programa Smart Energy Paraná, que tem como função organizar as competências do Estado na área e atrair e fixar investimentos para a matriz energética paranaense, também ganham destaque no congresso.

O instituto, que é o secretário-executivo do programa no Estado, será representado pelo diretor de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Reginaldo Joaquim de Souza, que realiza a apresentação das ações às 12h40 do dia 20 de junho.

O Smart Energy Paraná mobiliza as competências que o Estado e a sociedade já têm e busca por novas competências para desenvolver esse setor do ponto de vista econômico, ambiental e social no Paraná.

O Congresso Internacional de Biomassa (Cibio 2017) será realizado de 20 a 22 de junho no Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), que fica na Avenida Comendador Franco, 1341, no Jardim Botânico, em Curitiba. As inscrições para o evento estão abertas e podem ser feitas pelo site www.congressobiomassa.com, onde é possível verificar a programação completa do congresso. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (42) 3086-8588.

SERVIÇO
Data: De 20 a 22 de junho
Local: Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) –Avenida Comendador Franco, 1341, Jardim Botânico
Inscrições e programação: www.congressobiomassa.com
Informações: (42) 3086-8588

Assessoria de Comunicação
Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar)
(41) 3316-3007 / (41) 2104-3355

Lafepe lança chamada pública para PDP´s de novos medicamentos


            São quinze chamadas disponíveis, a partir de hoje,  com editais no site do Lafepe (http://www.lafepe.pe.gov.br/noticias/lafepe-lanca-chamada-publica-para-selecionar-parceiros-para-pdpreferentes à elaboração e desenvolvimento de Projetos Executivos de PDP´s.  O objetivo é firmar parcerias com empresas privadas para transferência de tecnologia e produção de medicamentos antirretrovirais, antivirais, para tratamento da esclerose múltipla, da doença de Parkinson, do câncer de próstata e de pulmão.
            
PDP´s - São parcerias que envolvem a cooperação mediante acordo entre instituições públicas e entre instituições públicas e entidades privadas para desenvolvimento, transferência e absorção de tecnologia, produção, capacitação produtiva e tecnológica do país em produtos estratégicos para atendimento às demandas do SUS. Essas parcerias são reconhecidas e incentivadas pelo Ministério da Saúde.
            
O acordo de cooperação técnica entre os parceiros tem vigência de 5 a 10 anos, respeitando a complexidade tecnológica para internalização da tecnologia do medicamento. Até que aconteça a produção pelo Lafepe, os parceiros privados se comprometem a cumprir com o volume e cronograma de entrega estabelecidos com o Ministério da Saúde.
            
O Lafepe é pioneiro, entre os laboratórios públicos brasileiros, na conclusão de todas as etapas de uma PDP, já tendo iniciado a produção do antipsicótico Clozapina (comprimidos de 25mg e 100 mg). Ainda este ano, serão internalizadas as produções de outros dois medicamentos de mesma classe farmacêutica: a Quetiapina e a Olanzapina.  Com a internalização de produção da Clozapina, o Lafepe estima incrementar o faturamento de 2017 em , aproximadamente,  R$ 28 milhões.



Senado recebe II Fórum Nacional sobre Câncer



O evento lotou o auditório do Interlegis, nesta quinta-feira, 25 de maio, promovendo um amplo debate acerca da assistência oncológica desde o acesso, qualidade das tecnologias ofertadas, os avanços no tratamento e os direitos dos pacientes em âmbito nacional

Com objetivo de promover o fomento de informações sobre o câncer, suas causas e formas de prevenção e um debate mais aprofundado acerca dos avanços necessários para o acesso da população ao diagnóstico precoce e a tratamentos adequados, o Programa Ação Responsável realizou, nesta quinta-feira, 25 de maio, o II Fórum Nacional sobre Câncer. O evento teve como tema central os “Avanços no tratamento, tecnologia e suporte ao paciente” e reuniu gestores públicos, instituições acadêmicas, iniciativa privada, terceiro setor e sociedade civil.

Clementina Moreira Alves, presidente do Instituto Brasileiro de Ação Responsável, saudou os presentes e falou sobre a importância do tema câncer na agenda de atividades do Instituto. “Começamos a trabalhar o câncer dentro das comissões e percebemos que seria necessário dar mais ênfase ao tema, por isso, hoje, ele passa a ser permanente no Programa. Eu agradeço a todos que estão aqui, porque só juntos criaremos subsídios de políticas públicas ao assunto”, pontuou.

“A pior de todas as dores não é a que atinge uma única pessoa, mas sim a que atinge centenas e milhares de brasileiros”, disse o Senador Eduardo Amorim (PSDB/SE), presente na mesa de abertura do Fórum, onde falou sobre o diagnóstico precoce como premissa no tratamento do câncer. Na ocasião, informou sobre a chegada, em breve, de uma unidade do Hospital de Câncer de Barretos em seu estado, além da Carreta da Mulher, que irá realizar a prevenção do câncer de colo uterino e de mama. Para ele, não falta dinheiro, mas prioridade de quem administra. “O sucesso do tratamento está relacionado à precocidade do diagnóstico e à efetividade do tratamento”, ponderou.
 
“A medicina é que me concedeu esse presente de estar aqui, hoje, lutando pelos direitos da saúde”, ressaltou o deputado federal Hiran Gonçalves (PP/RR), ao abrir sua fala no evento. Segundo o parlamentar, que ocupa também a presidência da Comissão de Seguridade Social e Família, não há em seu estado um local especializado para o tratamento de câncer e isso prejudica, principalmente, as mulheres. “Na Comissão, estamos sempre lutando para melhorar o acesso, o tratamento, as inovações e avanços tecnológicos, para garantir mais acesso, mais financiamento a medicamentos, para melhorarmos o tratamento dessa terrível doença”, contou. Na oportunidade, parabenizou Henrique Prata, também presente na abertura, pelo trabalho realizado à frente do Hospital de Câncer de Barretos. “Quando entrei lá senti orgulho de ser médico”, disse.

O deputado federal Sinval Malheiros (PODE/SP) representou no evento a Frente Parlamentar Mista de Combate ao Câncer. Na ocasião, agradeceu a oportunidade de debater o tema e destacou que esse tipo de ação serve, sobretudo, para dar dignidade ao paciente com câncer. “O paciente oncológico é um paciente sofrível”, ressaltou em referência ao estado terminal da doença. Chamou atenção, ainda, para as pesquisas clínicas, tão valorizadas nos Estados Unidos, e onde, segundo ele, há espaço para atuação dos brasileiros. “Muitos têm vontade de voltar, mas aqui a pesquisa se inviabilizaria. Quiçá um dia o Brasil possa valorizar a pesquisa, pois é aí que se deve investir o dinheiro”, argumentou. 

A deputada federal Carmen Zanotto (PPS/SC), coordenadora da Frente Parlamentar de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer, disse que o principal desafio nessa área é garantir o cumprimento da Lei 7.732 - Lei dos 60 dias. “A intenção inicial era de 30 dias para o tratamento do câncer, mas nós sabemos que a rede instalada de serviços, a falta de equipamentos de radioterapia, não permitiria sermos tão exigentes. Com a Lei dos 60 dias buscou-se, então, um meio termo para garantir à população o diagnóstico e o acesso aos serviços de saúde”. A parlamentar destacou, ainda, que a lei prevê também a revisão dos protocolos clínicos, para inclusão de novas tecnologias e novos procedimentos na área do câncer.

De acordo com coordenador Geral de Sangue e Hemoderivados da Secretaria de Atenção à Saúde/SAS/MS, Flávio Vormittag, que representou o Ministério da Saúde no Fórum, quanto mais cedo o diagnóstico, melhor o prognóstico, o tratamento, o acompanhamento e o pós-tratamento. “É preciso investir mais na divulgação da prevenção, como ações de qualidade de vida e contra o tabagismo”, lembrou, sobre os cânceres que decorrem de maus hábitos de vida. “O desenvolvimento de novos fármacos são frutos de investimentos pesados, mas traz também um outro lado: muitas vezes esses medicamentos são de alto custo e isso leva à judicialização”, lembrou.

Henrique Duarte Prata, presidente do Hospital de Câncer de Barretos, abriu sua fala no Fórum, recordando da frase que chamou sua atenção em simpósio que participou recentemente nos Estados Unidos, em que dizia: em 2050, a cada dois pacientes, um morrerá com câncer. Ao criticar a atuação do governo nos últimos 30 anos frente ao problema do câncer no Brasil, destacou projeto do Hospital realizado junto a 20 municípios da região de Barretos, que resultou em significativa diminuição de casos de câncer avançado de mama. “No início havia 70% de casos avançados chegando ao Hospital. De cinco anos para cá, não há um caso de câncer avançado nessa área. Lembrando que o câncer avançado custa para nós, em dois anos e meio, R$ 145 Milhões, enquanto o câncer inicial custa R$ 10,2 Mil”, comparou.

“Essas informações só agregam força social para buscar o que é de direto da população”, disse Zaíra Maria Tronco Salerno, conselheira do Conselho Nacional de Saúde. Segundo ela, o Conselho está em uma atividade intensa buscando o financiamento. “A saúde teve cortes, gastos, e a políticas de saúde precisam ser fortemente implantadas para que a população tenha o que é devido. Por isso, estamos realizando conferências estaduais e, no segundo semestre, nacionais, em que o câncer é um dos temas tratados em todas as conferências”, garantiu. Falou ainda da importância de mais informações aos pacientes. “Quando um paciente em tratamento de câncer tem que sair da sua residência, aonde ele vai ficar? A população precisa ter esse conhecimento e isso precisa ser debatido”, defendeu.

Mesa técnica
O coordenador-geral do Departamento de Atenção Especializada e Temática da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS/MS), Sandro José Martins, apresentou um panorama do câncer no Brasil e o funcionamento da rede de cuidados. “O câncer é e será por muitos anos um fator preponderante na preocupação de todos os gestores públicos em saúde, porque confere caraterísticas de disseminação, além de afetar em maior número as pessoas no envelhecimento”, disse. Segundo Sandro, há um crescente entendimento na medicina de que o câncer é uma doença particular em cada caso que ocorre, assim como cada paciente, o que faz com que o resultado do tratamento seja cada vez mais individualizado. “A mortalidade por câncer tem reduzido. Hoje, pelo menos,50% dos casos de câncer são passíveis de sobrevida e cura. No entanto, grande parte dos tratamentos falham em demostrar vantagens significativas para os pacientes”, contou. Além disso, de acordo com ele, poucos tipos de câncer são passíveis de diagnóstico precoce e, a prevenção, que seria o mais desejável, esbarra nas questões de hábitos culturais nocivos à saúde.

O presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Gustavo Fernandes, falou sobre os avanços no tratamento do câncer e dividiu sua apresentação em três tópicos: prevenção, diagnóstico e tratamento. No que tange ao diagnóstico, chamou atenção para um ponto negativo, mas também de oportunidade de melhoria. “O diagnóstico é a base do terreno dos tratamentos. Como na construção, essa base tem de ser sólida e firme para tratar o paciente da forma adequada. O que não acontece no Brasil, especificamente no acesso ao público”, destacou. Em relação aos tratamentos, falou sobre as imunoterapias no SUS e as terapias-alvo que ainda são muito reduzidas, segundo ele. “O custo é sempre um problema, mas temos que arrumar dinheiro pra pagar o custo, que às vezes é alto. Se não temos acesso às coisas básicas, as avançadas acabam ficando de lado”, lamentou.

Da Agência Nacional de Vigilância Sanitária,  Maria Fernanda Thees, especialista em Regulação e Vigilância Sanitária, apresentou os aspectos regulatórios para o registro de medicamentos e produtos biológicos. De acordo com ela, a ANVISA atua com a priorização de análises, dando maior celeridade para medicamentos que são considerados de alto impacto para a população. “Com a vigência da Lei 13.411/2016, a agência estipulou novos prazos de análise e com isso a RDC que tratava da priorização foi revogada. A Casa está elaborando duas novas normas, além de uma RCD específica para o registro de medicamentos para doenças raras”, contou. Apresentou ainda o quantitativo de medicamentos aprovados e em avaliação na agência no biênio 2016-2017. “No período, a ANVISA avaliou e registrou 28 medicamentos sintéticos novos, sendo 10 oncológicos. Dos produtos biológicos, foram 35 medicamentos, sendo quatro oncológicos. E com relação à aprovação de pesquisas clínicas, foram avaliados mais de 100, sendo que nove seriam para imunobiológicos”. Segundo a especialista, a ANVISA pretende analisar só neste ano seis novos medicamentos da área oncológica. “Muito em breve mais medicamentos serão disponibilizados para a população”. 

Do Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (INCA), a chefe da Divisão de Ensaios Clínicos e Desenvolvimento de Fármacos, Andréia Melo, trouxe ao fórum uma discussão sobre os tumores raros. Lamentou que as diretrizes de doenças raras não contemplem os tumores raros. “Claro que num diagnóstico de câncer vários sentimentos afloram para o paciente e para a família, o que acontece com os tumores mais frequentes e também com os tumores raros”. Andréia lembrou que o caminho que o paciente com câncer do diagnóstico ao tratamento é muito complexo no Brasil. “Quem está na rede pública e vê os casos mais avançados pergunta: por que não procurou antes? E a resposta de muitos desses pacientes é o mesmo: nós procuramos. Ou seja, o paciente acaba sempre chegando ao tratamento já com um câncer avançado”.

Yêda Maia de Albuquerque, presidente da Fundação Hemope, discorreu sobre a oncohematologia. A atuação da Fundação acontece em Pernambuco, onde atende a demanda de hemocomponentes e no diagnóstico e tratamento das doenças do sangue, na rede pública estadual de saúde. Segundo ela, um total de 2.494 pessoas com concohematologia vieram a óbito entre 2012 e 2014, sendo que 36% dos casos eram benignos e, 64%, malignos. Na oportunidade, destacou a leucemia pro-mielocitica aguda, a cura por meio de droga-alvo e o problema do acesso. “Em 87, essa leucemia era considerara a mais fatal. Mas o advento do medicamento ácido transretinóico (ATRA), também em 87, transformou essa que era a mais fatal, na mais curável. O problema é que eu que sou médica e gestora não conseguia sequer cotar o medicamento ATRA. Esse é um problema sério, pois precisei da intervenção do MP para conseguir apenas cotar uma droga que está, na teoria, no mercado, há 30 anos. Então, o que está faltando para atender essa população que tem uma doença curável?”.

Pedro Rafael Martins De Marchi, pesquisador do Departamento de Oncologia Clínica do Hospital de Câncer de Barretos, falou sobre a medicina personalizada e os tratamentos para aumento da sobrevida do paciente com câncer.  Segundo ele, ao mesmo tempo em que a incidência de câncer está aumentando, segundo estimativas, a mortalidade por câncer vem reduzindo. “Isso é reflexo certamente de um diagnóstico mais precoce e de terapêuticas mais efetivas que chegam a curar uma porção relativa de pacientes”. Por meio de dados apresentados, entre os anos 70 e 2011, houve aumento de 40% na sobrevida de pelo menos cinco anos em pacientes com câncer. “E se conseguirmos fazer um bom tratamento de sobrevida, pelo resto da vida do paciente, isso não deixa de ser também uma cura”, argumentou.

As apresentações da mesa técnica do II Fórum Nacional sobre Câncer foram moderados pela presidente do Instituto Lado a Lado Pela Vida, Marlene Oliveira. As fotos e as palestras apresentadas no evento já estão disponíveis em www.acaoresponsavel.org.br

Serviço: II Fórum Nacional sobre Câncer: Avanços no tratamento, tecnologia e suporte ao paciente
Data: ocorrido em 25 de maio de 2017, das 9h às 15h
Local: Senado Federal - auditório Senador Antonio Carlos Magalhães no Interlegis, Brasília-DF
Realização e Coordenação: Instituto Brasileiro de Ação Responsável
Instituições Parceiras: Congresso Nacional; Ministério da Saúde; Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD; Agência Íntegra Brasil e Interlegis
Mais informações: (61): 3368-6044, 3468-5696 e seminarios@acaoresponsavel.org.br
As inscrições foram gratuitas

Comunicação | Ação Responsável
Fones: (61) 3573-4992, 9114-4584 e 9170-0606
Denise Margis e Marina Figueiredo